A reportagem trata de um pedido feito pela defesa de Fábio Luiz Lula da Silva (Lulinha) ao Supremo Tribunal Federal para ter acesso aos autos de um inquérito sigiloso que apura suspeitas de irregularidades em descontos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Abaixo, os principais pontos do caso:
📌 Pedido de acesso ao inquérito
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A defesa de Fábio Luiz protocolou, no fim de janeiro, um pedido de acesso ao inquérito que tramita sob sigilo no STF.
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O relator do caso é o ministro André Mendonça.
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Segundo o advogado Guilherme Suguimori, o pedido foi motivado por reportagens com “teor acusatório” que citam trechos do inquérito.
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Lulinha afirma que não é alvo da operação e se colocou à disposição para prestar esclarecimentos.
🔎 O que diz a Polícia Federal
A Polícia Federal informou ao STF que o nome de Fábio Luiz aparece em três trechos do inquérito da chamada Operação Sem Desconto.
1️⃣ Suposta sociedade oculta
Investigadores apontaram que ele “em tese” poderia atuar como sócio oculto de Antônio Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”.
No entanto, a PF afirmou que não há indícios de envolvimento direto de Lulinha nas fraudes investigadas.
Um ex-sócio de Antunes declarou:
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Que Lulinha seria sócio em projeto ligado a medicamentos à base de cannabis.
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Que teria recebido R$ 25 milhões em negócio de “kits de dengue”.
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Que receberia uma suposta “mesada” de R$ 300 mil.
Essas afirmações constam em depoimento, mas não foram confirmadas como prova de crime.
2️⃣ Passagens aéreas
A investigação identificou passagens emitidas sob o mesmo localizador para Lulinha e a empresária Roberta Luchsinger, o que indicaria compra conjunta.
A PF não informou quem pagou as passagens.
3️⃣ Conversas citando “filho do rapaz”
Em diálogos atribuídos ao lobista, há menção ao pagamento de R$ 300 mil para “o filho do rapaz”, expressão que os investigadores relacionaram ao caso.
🎧 Áudio sobre possível contratação sem licitação
A reportagem menciona um áudio em que Roberta Luchsinger conversa com o lobista sobre a possibilidade de fornecimento de medicamentos à base de cannabis ao Ministério da Saúde sem licitação.
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O contrato não foi firmado.
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A empresária foi alvo de busca e apreensão.
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Segundo a investigação, ela teria recebido R$ 1,5 milhão por consultorias.
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A defesa dela afirma que as tratativas não avançaram e que nenhum contrato público foi celebrado.
🤝 Possível delação
Parte dos investigados negocia acordo de colaboração premiada. Entre eles está o ex-procurador do INSS Virgílio Oliveira Filho, preso desde novembro de 2025.
Qualquer delação precisa ser homologada pelo STF.
⚖️ Situação atual
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Fábio Luiz Lula da Silva não é alvo formal da operação.
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A Polícia Federal declarou que não há indícios de envolvimento direto dele nas fraudes do INSS até o momento.
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O pedido de acesso ao inquérito ainda aguarda decisão do ministro André Mendonça.
Se quiser, posso transformar isso em uma versão mais enxuta para publicação em site ou rádio, ou em formato de nota jornalística.
