A Suzano, maior produtora mundial de celulose, formalizou acordo com a Galp para migrar o abastecimento de sua fábrica em Três Lagoas (MS) para o mercado livre de gás natural. A unidade sul-mato-grossense, composta por duas linhas de produção e com capacidade instalada de 3,2 milhões de toneladas anuais, responde por cerca de 25% da capacidade total de produção de celulose de mercado da companhia.
A migração do mercado cativo para o ambiente livre já havia sido implementada nas unidades da Suzano em São Paulo, Espírito Santo e Maranhão. Em Mato Grosso do Sul, apenas a fábrica de Três Lagoas utiliza gás natural — a unidade de Ribas do Rio Pardo não é abastecida pelo insumo.
Com a entrada no mercado livre no Estado, a Suzano passa a concentrar a maior parte de seu consumo de gás nesse modelo, reforçando competitividade, eficiência energética e segurança de suprimento. O acordo entrou em vigor em 1º de janeiro, com início operacional em 17 de janeiro. A empresa é atualmente a maior consumidora de gás natural de Mato Grosso do Sul.
Segundo Henrique Nakamura, gerente executivo de Suprimentos da Suzano, o movimento posiciona a companhia diante dos desafios do setor, em um cenário de maior abertura a novos supridores e evolução regulatória. Para Thiago Arakaki, diretor de Gás Natural da Galp no Brasil, o contrato representa avanço estratégico da companhia no mercado brasileiro, ampliando sua presença no segmento de grandes consumidores.
PPPs e infraestrutura no Estado
O anúncio ocorre em um contexto de fortalecimento das parcerias público-privadas (PPPs) em Mato Grosso do Sul. Durante o P3C Nacional, realizado em São Paulo, o Estado destacou sua política de investimentos estruturada em concessões e PPPs.
Entre os projetos estratégicos apresentados está a Rota da Celulose, voltada à melhoria logística para o escoamento da produção florestal e industrial. A iniciativa integra uma carteira bilionária que inclui ainda a Infovia Digital, centrais de energia fotovoltaica e concessões rodoviárias.
O Plano Estadual de Parcerias 2026 prevê novos aportes, especialmente em rodovias no chamado Vale da Celulose, região considerada estratégica para a cadeia produtiva florestal e para a indústria de base no Estado.
De acordo com a Secretaria de Parcerias Estratégicas, Mato Grosso do Sul soma atualmente quase R$ 40 bilhões em projetos estruturados, resultado de planejamento técnico e capacitação institucional ao longo da última década, consolidando o Estado como um dos principais polos de
