📌 1. Há risco sistêmico?
Segundo Haddad, não há risco sistêmico — ou seja, o problema não ameaça o conjunto do sistema financeiro brasileiro.
Ele afirma que:
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O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) está atuando para conter os impactos.
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O caso seria pontual, apesar da gravidade.
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A liquidação foi conduzida “com muito cuidado”.
💰 O FGC estima desembolso de até R$ 56 bilhões para ressarcir investidores — um valor expressivo, mas dentro da capacidade do fundo segundo o governo.
📌 2. O que aconteceu com o Banco Master?
Em novembro de 2025, o Banco Central decretou liquidação extrajudicial do banco por:
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Grave crise de liquidez
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Comprometimento econômico-financeiro
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Irregularidades relevantes
A investigação ganhou força com a Operação Compliance Zero, da Polícia Federal.
Ponto mais grave revelado:
O BRB (Banco de Brasília) teria pago R$ 12,2 bilhões por carteiras de crédito que seriam inexistentes ou problemáticas.
Esses ativos foram trocados por outros papéis do Master com garantias adicionais — mas ainda existem dúvidas sobre o real valor desses ativos.
Haddad classificou o episódio como:
“A maior fraude bancária da história do Brasil e talvez uma das maiores do mundo.”
📌 3. Banco Central e mudança de gestão
Haddad afirmou que:
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O atual presidente do BC, Gabriel Galípolo, herdou um “abacaxi” da gestão anterior.
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A mudança na presidência representou uma alteração “drástica” no tratamento do caso.
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O BC está revisando normas de segurança para evitar novos episódios semelhantes.
Galípolo assumiu em 2025, sucedendo Roberto Campos Neto.
📌 4. Possíveis desdobramentos
O ministro indicou que:
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As investigações devem ir “até o fim”.
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Podem ocorrer novas responsabilizações.
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O Judiciário deve saber se “auto sanear”, caso necessário.
Essa fala sugere que a apuração pode alcançar agentes públicos ou privados além dos já investigados.
📊 Análise técnica do cenário
✔ Pontos que reduzem risco sistêmico:
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Sistema bancário brasileiro é altamente regulado.
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FGC atua como colchão de proteção.
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Intervenção do BC ocorreu antes de colapso em cadeia.
⚠ Pontos de atenção:
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Valor muito elevado do rombo (R$ 56 bi).
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Possível impacto reputacional.
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Dúvidas sobre a qualidade dos ativos negociados.
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Eventual envolvimento político/institucional pode ampliar o desgaste.
📌 Conclusão
O governo sustenta que o caso é grave, mas isolado.
O impacto financeiro é grande, porém contido institucionalmente.
O risco maior parece ser:
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Reputacional
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Político
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Regulatório
Mais do que um risco de quebra em cadeia no sistema bancário.
BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou na noite desta sexta-feira, 27, que a crise do Banco Master não representa risco sistêmico - ou seja, à totalidade do sistema financeiro - e descartou eventual propagação do caso. Ele ressaltou que o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) está estancando os efeitos negativos da liquidação da instituição financeira. Haddad concedeu entrevista ao Flow News. Ele reconheceu, contudo, que a situação é uma “pancada” para o sistema financeiro. O FGC estima que terá que desembolsar até R$ 56 bilhões como ressarcir investidores pela liquidação do conglomerado do Master. O ministro repetiu que esse episódio representa a “maior fraude bancária da história do Brasil e talvez uma das maiores do mundo”. Em novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Banco Master. A autarquia mencionou a grave crise de liquidez e o comprometimento significativo da situação econômico-financeira do banco, dentre outros achados. A Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em novembro, revelou que o Banco de Brasília (BRB) pagou R$ 12,2 bilhões por carteiras de crédito inexistentes vendidas pelo banco comandado por Daniel Vorcaro. Esses ativos podres foram trocados por outros papéis do Master, com garantias adicionais ao BRB, mas ainda há dúvidas sobre o quanto eles valem. Haddad afirmou que o Banco Central está revendo normas de segurança, para evitar que casos semelhantes se repitam. Ele afirmou que a mudança de gestão do BC representou também uma alteração “drástica” no tratamento do caso Master. Previamente, o ministro da Fazenda já havia mencionado que o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, tinha consciência “do tamanho do abacaxi que herdou do seu antecessor” quando assumiu a presidência da autoridade monetária, em 2025. Galípolo sucedeu Roberto Campos Neto, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Ainda sobre esse tema, Fernando Haddad defendeu que “todos estão empenhados” para que as investigações prossigam “até o fim”. O ministro tem avaliado em outras declarações públicas que o episódio eventualmente pode levar a novas responsabilizações, além de defender que a liquidação do banco foi feita “com muito cuidado”. O ministro da Fazenda defendeu ainda que o judiciário precisa saber se “auto sanear” (sic), se houver necessidade” no desenrolar da investigação do Banco Master. Ele fez essa argumentação após ser questionado sobre o papel do judiciário e especulações sobre envolvimento de autoridades nessa situação.
