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"Delação é meio de defesa", diz novo advogado de Daniel Vorcaro

Publicada em: 14/03/2026 07:41 -

Mudança na defesa e possível delação

A confirmação de que José Luís Oliveira Lima (“Juca”) assumiu a defesa é vista como um sinal relevante porque ele tem histórico em acordos de colaboração premiada.

Quando questionado sobre uma possível delação premiada, o advogado não confirmou diretamente, mas reafirmou que considera o instrumento “um meio legítimo de defesa”. Esse posicionamento sugere que:

  • a defesa não descarta colaboração com as autoridades;

  • pode haver negociação com o Ministério Público e a Polícia Federal;

  • a estratégia pode mudar de confronto para cooperação.


Histórico do advogado

O criminalista ganhou notoriedade em casos de grande repercussão, principalmente na Operação Lava Jato.

Entre os clientes mais conhecidos dele estão:

  • Léo Pinheiro, que firmou acordo de delação;

  • Walter Braga Netto, investigado em processos ligados ao governo de Jair Bolsonaro.

Esse histórico reforça a leitura de que uma colaboração de Vorcaro pode estar sendo avaliada.


O que investiga a Polícia Federal

A investigação envolve suspeitas de irregularidades ligadas ao Banco Master que poderiam gerar prejuízo estimado em até R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Créditos.

Entre os principais pontos citados pelos investigadores:

  • mensagens consideradas ameaçadoras contra jornalistas, incluindo Lauro Jardim;

  • suposta ocultação de R$ 2,2 bilhões em conta ligada ao pai do empresário;

  • suspeita de acesso indevido a sistemas sigilosos, incluindo:

    • Polícia Federal

    • Ministério Público Federal

    • Federal Bureau of Investigation

    • Interpol

A prisão mais recente teria sido baseada em mensagens encontradas no celular do banqueiro, apreendido na operação chamada Operação Compliance Zero.


Posição do empresário

Antes da troca de defesa, Vorcaro afirmou que:

  • não ameaçou jornalistas;

  • as mensagens foram “tiradas de contexto”;

  • eventuais falas duras foram desabafos privados, sem intenção de intimidação.


 

O ponto central agora:
Com a entrada de Juca Oliveira, o caso pode entrar em uma fase de negociações. Se houver delação premiada, existe a possibilidade de que novos nomes e fatos sejam revelados, o que explica a apreensão política mencionada em Brasília.

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