A declaração da ministra Gleisi Hoffmann, chefe da Secretaria de Relações Institucionais do governo federal, foi uma reação direta a um editorial publicado pelo jornal Folha de S.Paulo sobre o combate à corrupção no atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O que Gleisi disse
Em publicação na rede social X (Twitter), a ministra acusou o jornal de distorcer a realidade ao sugerir que o governo teria sido pressionado pela imprensa a agir em casos recentes de irregularidades.
Segundo ela:
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As investigações sobre fraudes contra aposentados começaram por ações institucionais, conduzidas pela
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Polícia Federal
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Controladoria-Geral da União
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Já o chamado caso Master teria sido identificado por atuação do
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Banco Central do Brasil.
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Gleisi argumentou que não houve pressão política nem denúncia do jornal que tenha iniciado as investigações, mas sim trabalho técnico dos órgãos de fiscalização.
Crítica ao editorial
A ministra afirmou que o editorial do jornal ignora o papel dessas instituições e apresenta uma interpretação equivocada sobre o combate à corrupção no atual governo.
Ela também declarou que os problemas investigados teriam surgido durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, antes da atual gestão.
Sobre interferência política
Na publicação, Gleisi destacou ainda que as investigações:
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seguem procedimentos legais,
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são conduzidas sem interferência do governo,
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e ocorrem sob supervisão do Judiciário.
Segundo a ministra, essa postura seria uma orientação direta do presidente Lula.
Debate político
O episódio ocorre em meio a discussões políticas sobre:
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possíveis fraudes em benefícios previdenciários,
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e operações financeiras investigadas no chamado caso Master.
Além disso, reacende o debate entre governo e imprensa sobre a interpretação de casos de corrupção e o papel dos veículos de comunicação na fiscalização do poder público.
A ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, criticou neste domingo, em sua conta no X, um editorial publicado pelo jornal Folha de S.Paulo que abordou o combate à corrupção durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em manifestação nas redes sociais, a ministra acusou o jornal de distorcer os fatos ao tratar das investigações envolvendo fraudes contra aposentados e irregularidades relacionadas ao chamado caso Master. Segundo Gleisi, as investigações que vieram a público não foram resultado de pressões políticas ou de denúncias do jornal, mas de ações conduzidas por instituições de Estado responsáveis pela fiscalização e investigação. Ela destacou a atuação conjunta da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União em um dos casos, além da participação do Banco Central do Brasil em outro. Na declaração, a ministra afirmou que o jornal apresenta uma leitura equivocada dos fatos e ignora o papel das instituições responsáveis pela apuração."Editorial na capa da @folha corrompe a realidade ao tratar do combate à corrupção no governo do presidente @LulaOficial. Quem “rompeu o silêncio” sobre o roubo dos aposentados e as fraudes no Master foi a ação conjunta da Polícia Federal com a CGU no primeiro caso, e o Banco Central, no segundo." A ministra também argumentou que os problemas investigados teriam origem em períodos anteriores, antes da atual gestão federal. Segundo ela, os episódios não foram identificados pelo jornal no momento em que teriam ocorrido."Ambos os escândalos nascidos e criados nos tempos de Bolsonaro e nunca percebidos pelo jornal antes da ação das autoridades responsáveis neste governo." Na avaliação da chefe da articulação política do governo, as investigações em curso seguem os procedimentos legais e são conduzidas sem interferência política, com supervisão do Poder Judiciário. Gleisi destacou que essa orientação, segundo ela, foi determinada diretamente pelo presidente Lula. "Importante frisar também que as investigações policiais transcorrem sob supervisão do Judiciário, como determina lei, sem qualquer interferência política por parte do governo, o que sempre foi a orientação do presidente Lula." A ministra também abordou o papel da imprensa no sistema democrático, defendendo a liberdade de atuação dos veículos de comunicação, mas criticando o que considera uma interpretação equivocada do cenário político recente. "A imprensa cumpre seu papel na democracia que foi ameaçada pelo governo anterior, não por este, caso a Folha também tenha se esquecido da história recente do país."A declaração ocorre em meio a debates políticos sobre investigações envolvendo supostas irregularidades em benefícios previdenciários e operações financeiras relacionadas ao chamado caso Master.
