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Alcolumbre vai aguardar comunicado do STF para definir próximos passos da CPMI do INSS

Publicada em: 24/03/2026 05:52 -

🏛️ O que está acontecendo

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidiu agir com cautela após a decisão do ministro do STF, André Mendonça, que determinou a leitura do pedido de prorrogação da CPMI do INSS em até 48 horas.

  • Alcolumbre ainda não tomou uma decisão definitiva
  • Ele quer analisar formalmente a decisão antes de agir
  • Avalia impactos regimentais e políticos

⚖️ Por que isso gerou tensão?

A decisão do STF aumentou o atrito entre os Poderes:

  • Parlamentares veem a medida como interferência do Judiciário no Legislativo
  • Há incômodo com a chamada “judicialização” da política
  • Lideranças do Congresso defendem uma solução interna, sem intervenção do Supremo

📉 Clima dentro da CPMI

Nos bastidores, o apoio à continuidade da comissão diminuiu:

  • Tendência: prorrogação curta, apenas para concluir o relatório
  • Resistência a ampliar investigações
  • Motivos:
    • Vazamentos de informações
    • Desgaste político
    • Proximidade do período eleitoral

📜 O argumento do STF

Na decisão, André Mendonça citou um precedente importante:

  • A CPI da Covid, garantida por decisão de Luís Roberto Barroso
  • Princípio central: direito da minoria parlamentar

👉 Segundo o ministro:

  • Se a minoria pode criar uma CPI/CPMI
  • Também pode decidir sobre sua prorrogação

👥 Quem pediu a prorrogação

O pedido ao STF foi feito por:

  • Carlos Viana (presidente da CPMI)
  • Alfredo Gaspar (relator)
  • Marcel Van Hattem (deputado)

📌 Eles querem mais 120 dias de investigação


🌐 Novo foco: Martha Graeff

A CPMI também avalia convocar a empresária Martha Graeff:

  • Mora atualmente em Miami (EUA)
  • Apareceu em conversas vazadas com Daniel Vorcaro
  • Mensagens mencionam contatos com autoridades

➡️ A dificuldade:

  • Localização no exterior
  • Possível ausência de cooperação

🔎 O que pode acontecer agora

Os próximos passos dependem de Davi Alcolumbre:

  1. Cumprir a decisão do STF e ler o requerimento
  2. Tentar limitar a prorrogação
  3. Buscar uma saída política para encerrar a comissão

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu adotar cautela diante da determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ordenou a leitura do requerimento de prorrogação da CPMI do INSS no prazo de até 48 horas. Segundo o jornal O Globo, nos bastidores do Congresso, o senador sinalizou que aguardará a comunicação formal da decisão antes de definir os próximos passos. De acordo com interlocutores próximos ao presidente do Senado, Alcolumbre pretende analisar o teor da decisão e suas implicações regimentais antes de tomar qualquer medida sobre a continuidade da comissão.

Tensão entre Congresso e STF cresce A decisão do STF ocorre em meio ao aumento do desconforto entre parlamentares com a judicialização da CPMI. Lideranças da Câmara e do Senado avaliam que o recurso ao Supremo para destravar a prorrogação da comissão intensificou a tensão entre os Poderes e reduziu o espaço para uma solução política dentro do Legislativo.

Nos bastidores, aliados de Alcolumbre afirmam que a tendência já era restringir uma eventual prorrogação ao período necessário para a conclusão do relatório final, sem ampliação das investigações. A avaliação predominante é de que a condução da comissão, aliada a vazamentos de informações sigilosas e ao ambiente pré-eleitoral, contribuiu para o desgaste do colegiado e diminuiu o apoio à sua continuidade.

Pedido ao STF e precedente da CPI da Covid O pedido de extensão foi apresentado ao Supremo pelo presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), e pelo deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS). Eles solicitaram a prorrogação dos trabalhos por mais 120 dias, diante da ausência de sinalização de Alcolumbre sobre a convocação de sessão do Congresso para leitura do requerimento.

Ao decidir sobre o caso, André Mendonça citou como precedente a CPMI da Covid, cujo funcionamento foi assegurado por decisão do então ministro do STF Luís Roberto Barroso. O magistrado destacou que a Constituição garante às minorias parlamentares o direito de instalar e manter comissões parlamentares de inquérito, desde que cumpridos os requisitos legais.

Na decisão, Mendonça afirmou que "a criação de comissões parlamentares de inquérito é prerrogativa político-jurídica das minorias parlamentares (...) Nesse contexto, o reconhecimento do direito da minoria parlamentar de instalar uma CPMI, sem que a maioria ou a direção do parlamento crie obstáculos desprovidos de um alicerce constitucional, produz efeitos significativos no plano jurídico. Ele impõe, por decorrência lógica, a aceitação da conclusão de que a mesma minoria também possui o direito de decidir se haverá ou não prorrogação do funcionamento da citada comissão".De acordo com interlocutores do presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), a adoção dessa medida dependerá da ausência de explicações formais por parte da influenciadora. Martha Graeff reside atualmente em Miami, nos Estados Unidos, o que tem dificultado sua localização e eventual comparecimento à comissão.

A empresária ganhou notoriedade após o vazamento de conversas com Daniel Vorcaro, nas quais são mencionados encontros com autoridades da República. O conteúdo dessas mensagens despertou o interesse da CPMI, que busca esclarecer possíveis irregularidades relacionadas ao tema investigado.

nicialmente, a expectativa da comissão era ouvir Graeff entre os últimos depoentes, já que a CPMI do INSS se aproxima do encerramento de seus trabalhos, previsto para os próximos dias, conforme o prazo de funcionamento estabelecido.

Ainda existe a possibilidade de prorrogação das atividades da comissão. A cúpula da CPMI aguarda uma eventual decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, sobre o pedido de extensão dos trabalhos, mesmo diante da resistência do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP). 

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