O caso envolve uma possível quebra de protocolo dentro do sistema prisional do Rio de Janeiro, o que levou à exoneração imediata do servidor. Aqui vai um resumo claro e direto do que aconteceu e por que isso é relevante:
🧾 O que aconteceu
- O policial penal João Henrique Marques da Silva, que era coordenador regional de presídios, foi exonerado.
- A decisão foi tomada pela secretária Maria Rosa Lo Duca Nebel.
- O motivo: ele descumpriu uma ordem direta sobre como deveria ser feita a transferência de um preso.
🚔 Qual foi a irregularidade
- O ex-deputado Rodrigo Bacellar foi transferido:
- Da Cadeia Pública José Frederico Marques (Benfica)
- Para o Presídio Pedrolino Werling de Oliveira
- Porém, a transferência foi feita:
- ❌ Em carro pessoal blindado (Corolla) do coordenador
- ✔️ Quando o correto seria usar uma viatura oficial (Ranger da Seppen)
Mesmo com escolta do SOE, o uso de veículo não oficial foi considerado irregular.
⚖️ Por que isso é grave
Esse tipo de procedimento é rigidamente controlado porque envolve:
- Segurança do preso e dos agentes
- Padronização e rastreabilidade da operação
- Evitar privilégios ou tratamento diferenciado
O uso de carro pessoal pode levantar suspeitas de:
- favorecimento
- quebra de protocolo
- risco operacional
🧩 Situação do preso
- Bacellar entrou no sistema em 27 de março
- Ficou em área de classificação, sem cela comum
- Após audiência de custódia, permaneceu em sala administrativa
- Foi transferido no dia seguinte
📌 Resumo final
A exoneração não foi pelo ato de transferir o preso em si, mas pela forma como isso foi feito, contrariando uma ordem expressa da Secretaria de Polícia Penal.
O policial penal João Henrique Marques da Silva, que atuava como coordenador regional de presídios do Rio de Janeiro, foi exonerado nesta terça-feira (31) após transferir de Benfica para Bangu 8 o ex‑deputado estadual Rodrigo Bacellar em um carro blindado de uso pessoal e não no veículo designado oficialmente para transferência de presos. Bacellar foi levado da Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio, para o Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, Bangu 8, na Zona Oeste, em um Corolla semelhante ao utilizado por diretores, coordenadores, secretários e subsecretários. O preso deveria ter sido transferido em um carro modelo Ranger, com adesivo da Secretaria de Polícia Penal (Seppen). A exoneração foi determinada após a apuração do procedimento considerado irregular pela Seppen. “Por descumprir uma determinação minha, ele foi exonerado”, afirmou ao blog a secretária da pasta, Maria Rosa Lo Duca Nebel. Entrada no sistema prisional Rodrigo Bacellar deu entrada em Benfica, no dia 27 de março. Segundo relatos, ele permaneceu no setor de classificação da unidade, sem ser recolhido a uma cela comum. No dia seguinte, 28 de março, após passar por audiência de custódia, Bacellar retornou a uma sala da cadeia. Transferência em viatura administrativa Ainda segundo informações apuradas pela secretaria, o ex‑deputado foi recebido pelo coordenador das Unidades Prisionais do Grande Rio, o policial penal João Henrique Marques da Silva, conhecido como Marques. Por determinação da secretaria, Bacellar deveria ser transferido para Bangu em viatura oficial. No entanto, de acordo com a pasta, a condução foi feita na viatura pessoal e administrativa do coordenador — um veículo blindado do modelo Corolla, semelhante ao utilizado por diretores, coordenadores, secretários e subsecretários. A transferência teria ocorrido com acompanhamento de uma viatura oficial do Serviço de Operações Especiais (SOE). O g1 tenta contato com João Henrique Marques da Silva e com a defesa de Rodrigo Bacellar.
