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Disputa no PL expõe divergência entre Tarcísio e bolsonaristas por vaga ao Senado em São Paulo

Publicada em: 07/04/2026 05:58 -

disputa interna no PL em São Paulo pela definição do candidato ao Senado, revelando um racha entre o governador Tarcísio de Freitas e o grupo ligado a Jair Bolsonaro.

Aqui vai um resumo claro do cenário:

1. Divisão dentro do PL

  • Tarcísio defende André do Prado como candidato ao Senado.
  • A família Bolsonaro prefere nomes mais alinhados ao bolsonarismo raiz.

2. Nomes em disputa

  • André do Prado: visto como moderado, com capacidade de ampliar alianças.
  • Eduardo Bolsonaro: era o favorito do grupo bolsonarista, mas enfrenta problemas judiciais no STF.
  • Mario Frias: alternativa após o enfraquecimento de Eduardo.
  • Coronel Mello: nome com apoio local e perfil independente.
  • Renato Bolsonaro: possibilidade mais distante, mas colocada.

3. Estratégia do partido

  • O PL pretende usar pesquisas eleitorais para decidir o nome, tentando evitar ruptura interna.
  • A escolha envolve cálculo político: ampliar base, garantir alianças e fortalecer outras candidaturas (como a reeleição de Tarcísio).

4. Outro conflito paralelo (vice presidencial)

  • Surge disputa entre:
    • Romeu Zema: visto como ideológico e forte eleitoralmente em MG.
    • Tereza Cristina: mais ligada ao Centrão e bem vista pelo mercado.
  • Há resistência interna a Tereza Cristina e preferência de setores mais ideológicos por Zema.

 

Em resumo:
O PL enfrenta uma disputa entre pragmatismo político (ampliar alianças e moderação) e fidelidade ideológica ao bolsonarismo. A decisão final deve tentar equilibrar esses interesses sem causar ruptura no grupo.

A definição do candidato ao Senado pelo PL em São Paulo abriu um racha entre o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e a família Bolsonaro, levando a legenda a preparar uma pesquisa de intenção de voto para orientar a escolha. O movimento evidencia a disputa interna por espaço político e a tentativa de equilibrar interesses eleitorais no estado, informa Caio Junqueira, da CNN Brasil. Tarcísio tem defendido nos bastidores o nome do presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL), como alternativa para compor a chapa ao lado de Guilherme Derrite (PP), ex-secretário de Segurança Pública. A avaliação do governador é de que Prado poderia ampliar a base eleitoral ao atrair eleitores de centro e fortalecer alianças com prefeitos e deputados estaduais, além de impulsionar sua própria campanha à reeleição. O nome de André do Prado, no entanto, não é visto como alinhado ao núcleo mais próximo do bolsonarismo, que considera o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro como principal referência para a indicação ao Senado. O cenário mudou após Eduardo se tornar réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por coação processual, o que pode levar à perda de seus direitos políticos. Diante disso, aliados do grupo passaram a defender o ex-ministro da Cultura Mario Frias (PL) como opção para a disputa. Outra possibilidade dentro do campo bolsonarista é o vice-prefeito da capital paulista, Coronel Mello (PL), indicado por Jair Bolsonaro na chapa que elegeu Ricardo Nunes (MDB). Sua atuação independente na prefeitura tem gerado apoio de partidos da base municipal, que veem nele um nome competitivo para o Senado. Diante da falta de consenso, surge ainda a possibilidade de um nome alternativo: o empresário Renato Bolsonaro, irmão de Jair Bolsonaro. Ele admite a eventual candidatura, mas afirma não estar atuando para isso no momento. “Meu nome está à disposição. Se o partido achar que é um bom nome, eu disputo, mas não estou trabalhando por isso. Não participo dessa decisão. No momento, sou pré-candidato a deputado federal”, Dentro dessa lógica, o nome do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), surge como alternativa defendida pela ala mais ideológica. Apesar de ser pré-candidato à Presidência, Zema é visto por aliados de Flávio como uma “solução mais simples” para a vice, justamente por não estar associado ao Centrão. Além disso, pesa a favor o fato de Minas Gerais ser o segundo maior colégio eleitoral do país. Por outro lado, a resistência a Tereza Cristina envolve dois fatores principais. O primeiro é sua forte ligação com o Centrão, o que contraria a estratégia de setores mais ideológicos. O segundo diz respeito a um episódio recente que gerou desconforto: a participação da senadora em uma comitiva que tratou de tarifas nos Estados Unidos. Aliados afirmam que Eduardo Bolsonaro ficou irritado com a situação e atua contra o nome da ex-ministra. Apesar disso, Tereza Cristina mantém apoio relevante entre empresários e setores do mercado financeiro, que a enxergam como uma opção mais moderada e previsível. Nos bastidores, a escolha do vice tem sido tratada de forma pragmática, como uma peça estratégica na montagem da chapa. Entre os critérios considerados estão o tempo de televisão, acesso ao fundo eleitoral e capacidade de ampliar alianças políticas. Nesse cenário, enquanto Zema representa alinhamento ideológico e potencial eleitoral em Minas Gerais, Tereza Cristina agrega apoio político do Centrão e respaldo de setores econômicos.

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