...

...

No ar: ...

...

Alcolumbre encerra CPI do crime organizado e relator critica decisão

Publicada em: 09/04/2026 05:51 -

A CPI do Crime Organizado no Senado será encerrada no dia 14 de abril por decisão do presidente da Casa, Davi Alcolumbre, que recusou prorrogar os trabalhos por mais 60 dias. Ele justificou que a continuidade seria inadequada com a proximidade do calendário eleitoral.

O relator da comissão, Alessandro Vieira, criticou fortemente a decisão. Segundo ele, o encerramento é prematuro e prejudica investigações consideradas graves, incluindo:

  • Possível infiltração de facções criminosas em estruturas públicas no Rio de Janeiro
  • Suspeitas envolvendo instituições financeiras

Um dos pontos mais sensíveis levantados foi o caso do Banco Master, citado pelo relator como exemplo de um esquema que envolveria lavagem de dinheiro, corrupção e fraudes com conexões em diferentes esferas de poder.

Vieira argumenta que o fim da CPI deixa lacunas importantes e enfraquece o combate tanto ao crime organizado quanto à chamada “criminalidade de colarinho branco”. Já Alcolumbre não respondeu às críticas durante a sessão.

 

Enquanto isso, a equipe da CPI tenta finalizar o relatório com as informações já coletadas antes do prazo final.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, instaurada no Senado para mapear a expansão de facções criminosas, terá seus trabalhos encerrados na próxima terça-feira (14). O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), comunicou oficialmente que não prorrogará o colegiado, rejeitando o pedido de extensão por mais 60 dias apresentado pelo relator, senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Alcolumbre justificou a negativa afirmando que seria inadequado manter a comissão ativa às vésperas do início do calendário eleitoral deste ano. O relator da CPI utilizou a sessão plenária desta terça-feira (7) para manifestar sua indignação com o encerramento abrupto. Segundo Vieira, a interrupção dos trabalhos impede a continuidade de investigações sobre fatos de “alta gravidade”, incluindo a infiltração de organizações criminosas em instâncias públicas do Rio de Janeiro e suspeitas envolvendo instituições financeiras. O senador afirmou publicamente que a decisão de Alcolumbre representa um prejuízo ao país e deixa lacunas em investigações que atingem esferas de poder em Brasília.

Um dos pontos mais críticos levantados pelo relator refere-se ao caso do Banco Master. Vieira utilizou palavras duras ao descrever a instituição como um grupo que misturava lavagem de dinheiro, corrupção e golpes financeiros, supostamente prestando serviços a figuras influentes nos três Poderes da República. Para o parlamentar, este seria o caso mais didático de como a corrupção infiltra-se nos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, utilizando escritórios em centros financeiros como a Faria Lima para camuflar atividades ilícitas. Com o prazo final mantido para o dia 14 de abril, a equipe técnica da CPI corre contra o tempo para consolidar as informações colhidas até agora no relatório final. O encerramento ocorre em um momento de tensão, onde o relator aponta que, enquanto a criminalidade violenta domina territórios e oprime cidadãos, a “criminalidade de colarinho branco” avança sobre os gabinetes. Davi Alcolumbre, que presidia a sessão durante as críticas de Vieira, optou por não se manifestar sobre as declarações do colega. 

Compartilhe:
COMENTÁRIOS
Comentário enviado com sucesso!
Carregando...