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Marconi Perillo recebeu R$ 14,5 milhões do banco Master, apontam documentos

Publicada em: 10/04/2026 05:47 -

🧾 Pagamentos a Marconi Perillo

  • O ex-governador de Goiás, Marconi Perillo, teria recebido R$ 14,5 milhões entre 2022 e 2025.
  • Os valores vieram do Banco Master.
  • Os pagamentos foram feitos por meio da empresa MV Projetos e Consultoria.
  • Os documentos não detalham quais serviços de consultoria foram prestados.

🗣️ Defesa de Perillo

  • Afirma que ele atua na iniciativa privada há mais de 8 anos.
  • Diz que os serviços foram:
    • lícitos
    • transparentes
  • Alega que o trabalho envolvia análise de cenários.
  • Destaca que o contrato com o banco foi encerrado em julho de 2025.

💼 Outros nomes envolvidos

  • Henrique Meirelles também aparece nos documentos.
  • Ele teria recebido R$ 18,5 milhões por consultorias ao banco.
  • Sua defesa informou que o contrato também terminou em julho de 2025.

🔎 Investigações sobre o Banco Master

  • O banco era controlado por Daniel Vorcaro.
  • Foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025.
  • Motivos:
    • suspeitas de fraudes bilionárias
    • gestão fraudulenta
    • lavagem de dinheiro
    • possível atuação de organização criminosa
  • Outras suspeitas incluem:
    • uso de “títulos podres” para inflar balanços
    • irregularidades com crédito consignado para pensionistas do INSS

🏛️ Órgãos envolvidos nas apurações

  • Banco Central do Brasil
  • Tribunal de Contas da União
  • Supremo Tribunal Federal
  • Comissão parlamentar (CPI/CPMI)

📊 Outros apontamentos sobre Perillo

 

  • Reportagem anterior citou R$ 83,6 milhões em incentivos fiscais ligados a empresas associadas a familiares.
  • Recursos teriam sido destinados ao Jockey Club de São Paulo.
  • Há menção a despesas consideradas atípicas (segundo apuração jornalística).

O pré-candidato ao governo de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), recebeu R$ 14,5 milhões do Banco Master entre 2022 e 2025, segundo documentos encaminhados pela Receita Federal à CPI do Crime Organizado. As informações foram divulgadas pelo Jornal Opção. De acordo com os registros, os valores foram pagos por meio da empresa MV Projetos e Consultoria. Os documentos indicam que Perillo teria prestado serviços de consultoria para empresas fora de Goiás, mas não detalham quais atividades foram realizadas. Em resposta à reportagem, a assessoria do ex-governador defendeu a legalidade das atividades. Em nota, afirmou que Perillo está afastado de cargos públicos há mais de oito anos e atuou na iniciativa privada “de forma lícita, transparente e com dignidade como consultor de algumas empresas”. O comunicado também destaca que o contrato com o Banco Master foi encerrado em julho de 2025.

Ainda segundo a defesa, o político prestou serviços de análise de cenários “a uma empresa idônea à época da contratação, sem qualquer vínculo pessoal com os seus dirigentes ou participação em sua gestão”. Outro nome citado nos documentos é o de Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central e ex-ministro da Fazenda. Conforme os dados enviados à CPI, ele teria recebido R$ 18,5 milhões por serviços de consultoria ao banco. Em nota, Meirelles informou que seu contrato também foi encerrado em julho do ano passado. O nome de Marconi Perillo já havia aparecido em um levantamento divulgado anteriormente pelo UOL, que apontou que empresas ligadas a familiares do ex-governador teriam recebido R$ 83,6 milhões em incentivos fiscais de governos federal e municipal. Os recursos seriam destinados ao Jockey Club de São Paulo, então presidido por Perillo. A apuração considerou notas fiscais e documentos internos e listou despesas como pagamentos a uma construtora fantasma, jantares em restaurantes de alto padrão, gastos em farmácias e aluguel de equipamentos enviados a cidades sem relação com as obras do hipódromo.

 Entenda o caso do Banco Master O Banco Master, controlado pelo empresário Daniel Vorcaro, foi liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025 após a identificação de irregularidades financeiras. A instituição passou a ser investigada por suspeitas de fraudes bilionárias, gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e possível atuação de organização criminosa. As apurações indicam ainda o uso de “títulos podres” para inflar artificialmente os balanços da instituição. O caso envolve órgãos como o Tribunal de Contas da União (TCU), o Supremo Tribunal Federal (STF) e o próprio Banco Central. Outra frente de investigação trata da comercialização de créditos consignados para pensionistas, em um escândalo que atingiu o INSS e motivou a criação de uma comissão parlamentar mista de inquérito (CPMI) para aprofundar a apuração.

 

 

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