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Ex-diretores do Banco Central receberam R$ 12 milhões em propina, aponta investigação

Publicada em: 11/04/2026 14:22 -

As investigações apontam que dois ex-dirigentes do Banco Central do Brasil — Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana — teriam recebido, juntos, cerca de R$ 12 milhões em pagamentos ilícitos ligados ao Banco Master.

  • Paulo Sérgio (ex-diretor de Fiscalização) é suspeito de receber aproximadamente R$ 8 milhões.
  • Belline Santana (ex-chefe do Desup) teria recebido cerca de R$ 4 milhões.

Segundo apuração do jornal O Estado de S. Paulo, ambos teriam atuado de forma paralela às suas funções públicas, prestando suporte informal ao banco dentro do próprio Banco Central — o que levanta suspeitas de conflito de interesse e favorecimento indevido.

Principais pontos da investigação

  • Os dois teriam repassado informações internas e participado da elaboração de pareceres que depois analisavam oficialmente.
  • Há indícios de uso de operações simuladas para justificar pagamentos:
    • Paulo Sérgio teria simulado a venda de um sítio a um fundo ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro.
    • Belline teria criado uma empresa com indícios de irregularidades cadastrais pouco antes da liquidação do banco.
  • Intermediários ligados ao Banco Master teriam facilitado os pagamentos.

Investigações e possíveis consequências

O caso é investigado pela Polícia Federal e também pela Controladoria-Geral da União, que avalia sanções administrativas, incluindo expulsão do serviço público.

Posição das defesas

  • Ambos negam irregularidades.
  • Alegam que:
    • Não houve recebimento de vantagem indevida.
    • As atividades foram lícitas e separadas das funções no Banco Central.
  • A defesa de Paulo Sérgio também reclama de restrições de acesso ao processo.

 

Se quiser, posso montar uma linha do tempo do caso ou explicar melhor como funcionam essas áreas do Banco Central (Fiscalização e Supervisão).

O ex-diretor de Fiscalização do Banco Central, Paulo Sérgio Neves de Souza, é apontado em investigações como beneficiário de cerca de R$ 8 milhões em pagamentos ilícitos relacionados ao Banco Master. No mesmo caso, o ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária (Desup), Belline Santana, teria recebido ao menos R$ 4 milhões, elevando o total sob suspeita a aproximadamente R$ 12 milhões. As informações foram divulgadas pelo jornal O Estado de S. Paulo. Segundo a apuração, os dois ex-dirigentes teriam atuado paralelamente às suas funções institucionais, prestando suporte informal ao Banco Master dentro da própria autoridade monetária. De acordo com os elementos reunidos, a diferença nos valores recebidos estaria relacionada ao nível hierárquico e ao tempo de participação de cada um no suposto esquema. Paulo Sérgio, por ocupar um cargo mais elevado e ter ingressado antes nas tratativas, teria recebido montante superior. As investigações indicam que ambos teriam repassado informações internas e participado da elaboração de pareceres que, posteriormente, seriam analisados por eles próprios no âmbito do Banco Central, o que levanta suspeitas de favorecimento indevido à instituição financeira. Um dos pontos centrais da apuração envolve a suposta simulação da venda de um sítio por Paulo Sérgio a um fundo ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro. Já no caso de Belline Santana, foi identificada a criação de uma empresa voltada à capacitação de jovens em situação de vulnerabilidade, registrada em julho de 2025 — poucos meses antes da liquidação do Banco Master, decretada em novembro do mesmo ano. A empresa foi aberta no endereço residencial declarado por Belline, em São Paulo, e apresentou inconsistências cadastrais, como a indicação de um telefone inexistente. Em depoimento no âmbito de sindicância interna, ele afirmou ter recebido inicialmente uma proposta de R$ 2 milhões para prestação de serviços, além de pagamentos iniciais de R$ 500 mil em 2023. O montante total recebido teria alcançado R$ 4 milhões. As investigações também apontam a atuação de intermediários ligados ao banco, responsáveis por operacionalizar os pagamentos e a aproximação com os servidores. O caso é apurado pela Polícia Federal e também é alvo de processos administrativos instaurados pela Controladoria-Geral da União (CGU), que avalia a responsabilização dos envolvidos, incluindo a possibilidade de expulsão do serviço público. As defesas negam irregularidades. Os advogados de Paulo Sérgio afirmaram: “O Sr. Paulo Sérgio jamais recebeu qualquer vantagem indevida. Não é verdade que tenha simulado a venda de um sítio. O negócio foi realizado a valor de mercado. Também jamais favoreceu Daniel Vorcaro ou o Banco Master em sua atuação, sempre pautada na proteção do sistema financeiro e da sociedade”. Já os representantes de Belline Santana declararam que “não houve, de sua parte, favorecimento a qualquer Instituição Financeira, muito menos ao Banco MASTER, esperando-se que seja resguardado o regular contraditório nas instâncias competentes”. Em nota, acrescentaram que “o exercício regular das funções do Sr. BELLINE SANTANA perante o BCB também não se confunde com outras atividades, igualmente lícitas, não havendo desvio de finalidade ou obtenção de vantagem indevida”. A defesa de Paulo Sérgio também questionou restrições de acesso aos autos do processo e criticou medidas judiciais adotadas durante a investigação. Segundo os advogados, “mais de um mês após ter sofrido medidas constritivas pessoais e patrimoniais, decretadas pelo STF, a defesa do Sr. Paulo Sérgio Souza continua tendo seu acesso aos autos do inquérito ilegalmente limitado”.

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