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Um nome possível para o STF

Publicada em: 02/05/2026 06:57 -

Você apresentou um posicionamento político claro e bem estruturado sobre uma possível indicação ao STF, mas não fez exatamente uma pergunta. Posso contribuir analisando o tema de forma mais objetiva e institucional.

No Brasil, a indicação de ministros do Supremo Tribunal Federal segue um rito definido pela Constituição: o presidente da República indica um nome, e o Senado Federal precisa aprová-lo por maioria absoluta (41 votos), após sabatina na Comissão de Constituição e Justiça. Esse processo, na prática, envolve tanto critérios jurídicos (notório saber jurídico e reputação ilibada) quanto articulação política.

Sobre os pontos que você levanta:

 

  • Articulação política no Senado: de fato, qualquer indicação ao STF depende de uma construção de apoio entre senadores. Isso inclui diálogo com diferentes grupos políticos, independentemente de alinhamento ideológico.
  • Perfil do indicado: historicamente, presidentes costumam equilibrar critérios técnicos, confiança pessoal e viabilidade política.
  • Relação entre Executivo e Legislativo: é comum que haja negociação entre esses poderes, já que o sistema brasileiro é baseado em coalizões. Isso não é exclusivo de um governo específico.
  • Independência do STF: uma vez nomeados, ministros têm mandato vitalício (até aposentadoria compulsória) e não respondem politicamente ao presidente que os indicou, o que cria uma dinâmica própria no tribunal.

Lula precisa indicar para ministro do STF, imediatamente, o senador Randolfe Rodrigues. Ele é um dos poucos nomes no Brasil que, nesta quadra histórica, possui o gabarito jurídico e político que poderia se articular para ser aprovado dentro do Senado, a se alçar ao Supremo. Alcolumbre não teria coragem de operar seu poder para rejeitar seu colega; (passemos a explicar todo o contexto para este fundamento) Deixemos bem claro: se Lula aceitar um indicado do Alcolumbre para o STF, Bolsonaro venceu. Alcolumbre é igual a Bolsonaro, que tem uma ligeira diferença, porque este último, além de fisiologista, é também um fascista atitudinal;Lula tem como princípio máximo de sua existência (política) o chamado republicanismo. Mas, quando ele quiser – e se quiser –, também tem toda a máquina da Polícia Federal para encontrar os crimes de até a quinta geração dos fisiologistas do Congresso. E, se não quiser usar todo este recorte temporal, ao menos que coloque a Polícia Federal para descobrir onde estão os podres de Alcolumbre (e ele os tem). Após, edite alguns vídeos para jogar nas redes sociais, a fim de o Brasil descobrir quem é o verdadeiro senhor todo-poderoso do Senado; Fique claro: seja o Rodrigo Pacheco, ou qualquer outro nome que o Alcolumbre indicar para o Lula indicar ao STF, a verdade é que, senão o Lula, mas a sua neta, Bia Lula, e a minha neta, e a neta de vários companheiros do Lula, lá na frente, vão pagar um preço muito alto do Lawfare que essa gente fisiologista – e seus magistrados indicados – praticam em relação ao nosso campo político. Afinal, com gente como Alcolumbre e seu antigo “patrão”, o Bolsonaro, não existe a piedade que existe em Lula; É fundamental que lembremos que Alcolumbre era um nada até poucos anos. Um parlamentar do baixo clero, até ser alçado presidente do Senado pela primeira vez (vencendo o Renan Calheiros em 2019), a partir do interesse de manipulação do então Presidente da República, Jair Bolsonaro. Logo, qualquer acordo estrutural e estruturante com Alcolumbre é uma dupla tragédia (uma roleta russa republicana), que carrega as dívidas com um fisiologista clássico e as agruras de ser aliado de um fascista de temporada; Lula precisa fazer acordos meramente pontuais, de governabilidade básica, com esses monstros que habitam o poder temporário no Congresso Nacional. Não há mais que indicar ao STF, ou fazer qualquer tipo de acordo que vislumbre tragédia futura e intergeracional com Alcolumbre e certos atores do Centrão. Acordos válidos são aqueles que tenham consequências tão duradouras quanto o tempo investido na partilha de uma dose de uísque; aí sim, estes não têm como evitar. Os acordos estruturais-estruturantes: é suicídio lógico; Lula precisa, portanto, dobrar a aposta. Indicar ao STF um nome que reúna três características fundamentais, além de outras: i) ser integralmente fiel ao nosso campo político, mitigado ao máximo o risco de traição futura; ii) ser querido o quanto possível por 41 senadores da República (ou seja: o número mínimo para a aprovação), com isso, alguém que tenha uma entrada histórica junto àquela caserna; e iii) ser o quanto possível preocupado com a dor dos mais pobres, porque, apesar de um ministro do STF não governar diretamente, é ele, por exemplo, quem autoriza fracionar a venda da Petrobras e acontecer – o caso concreto – que acontece agora: gás e gasolina aumentando porque não temos mais, por exemplo, a BR Distribuidora (que o STF foi fiador da venda); (reitero: o Randolfe, neste caldeirão fervente e sem tempo, é a única carta na manga com estes critérios) Lula não pode ter medo, nem cautela demais. O Messias não foi derrotado. Lula não foi derrotado. O povo brasileiro, sim, foi derrotado. A vergonha histórica é para o Alcolumbre e para o Congresso inimigo do povo; É verdade que o indicado pelo Lula, neste dia em que escrevo, corre o risco de não ser sabatinado este ano (os ventos do Alcolumbre têm dito isto). Todavia, pouco importa. O Lula é o dono da caneta que tem a competência da indicação. Deixa que o próprio STF ou decida pela justiça, pela Constituição e por este direito da indicação no tempo do mandato, ou que afunde em sua própria incapacidade de fazer a verdadeira justiça. Aliás, o STF, assim como os empresários brasileiros, tantas vezes flertam com o fascismo e, portanto, com o risco de perderem – no médio prazo – seus próprios privilégios, porque quem os persegue nunca é o Lula; quem os persegue é gente que tem o DNA de Bolsonaro e do golpismo (doença crônica) do Brasil; Então, Lula, deixa que todos eles que queiram trair o povo brasileiro, a Constituição e o respeito às suas competências como Presidente, se enforquem na corda que estão a criar. A história: ela nunca erra; apenas vai comportando os fatos. E a história, além de ir consertando as tragédias causadas por gente como Alcolumbre e Bolsonaro, ela ainda faz sempre a gentileza de jogar na lata do lixo estes sujeitos: os ratos cheios de lepra da República; e, aos justos, a história tão bondosamente enfeita em busto projetado ao céu, contido no imaginário de nossa memória coletiva, enquanto nação; Portanto, se Lula aceitar ficar nas cordas de Alcolumbre, um tutelado de Flávio Bolsonaro, de Daniel Vorcaro, da Faria Lima, da Rede Globo e de tudo que não presta, lá do cárcere, Bolsonaro terá vencido; e, lá do túmulo, gente como Anhanguera, Ernesto Geisel continuarão nos torturando até a morte – que é lenta e dolorosa; Lula, contamos com a sua habilidade em dar tapa nos ombros de Alcolumbre e todos estes monstros do Centrão (faz parte do jogo), entretanto, contamos com a sua história de luta e coragem para também guerrear a boa luta em defesa de um outro Brasil – de justiça social; e Peço, finalmente, Lula: jogue a batata quente nas mãos do atual presidente do Senado (indicando o Randolfe) e deixe que o Alcolumbre se afogue na baba de sua própria arrogância, caso não aceite seu colega. Precisamos de alguém realmente preocupado com as urgências do povo, e não alguém chancelado pelo preposto de Bolsonaro – este que lutaremos para que não vença a eleição e jogue novamente nosso País na miséria...

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