Primeiro, sobre Neymar Jr.: o que o ex-meia levanta não é exatamente uma novidade, mas ganha peso por vir de alguém próximo. Neymar vive há anos sob uma pressão constante — dentro e fora de campo — e, especialmente após lesões, críticas da torcida e expectativas altíssimas, é plausível que isso impacte o lado emocional. Quando Elano fala em “cuidar mais”, ele está basicamente defendendo menos hostilidade e mais suporte, algo que muitos atletas de elite acabam precisando, mas raramente recebem de forma consistente.
A comparação com ídolos como Pelé e Robinho também mostra como Neymar é visto dentro da história do Santos FC — como um patrimônio esportivo. Ao mesmo tempo, Elano reconhece um limite importante: nenhum jogador é maior que o clube.
Já o segundo ponto, sobre Robinho, é bem mais sensível. Elano tenta separar a amizade pessoal do crime cometido — o que é uma posição comum em relações próximas —, mas isso inevitavelmente gera debate. O ex-atacante foi condenado por estupro na Itália, e esse tipo de crime tem grande peso social e moral. Manter amizade não significa concordar com o ato, mas também levanta questionamentos sobre responsabilidade, empatia com a vítima e o papel público de figuras conhecidas.
Resumindo:
- Sobre Neymar: há um alerta sobre desgaste emocional e excesso de críticas.
- Sobre Robinho: aparece o conflito entre laço pessoal e a gravidade de um crime.
O ex-jogador Elano concedeu uma entrevista reveladora após sua passagem pelo Santos FC e contou que nesta volta ao Brasil reencontrou com Robinho na prisão e que percebeu uma grande tristeza dentro do coração de Neymar Jr., seu grande amigo. Elano abriu o coração e pediu mais carinho a Neymar: “Temos que cuidar um pouco mais do Neymar, porque ele não está feliz“, disse ele, defensor da convocação do camisa 10 para a Copa. “Estou falando por mim, olho para ele, o tanto que eu gosto dele. Mas, eu fico triste. Eu sei o tanto que esse cara é maravilhoso. Eu nem ia falar sobre isso, mas eu acho que a gente tem que cuidar dele. O santista precisa cuidar dele, independentemente do que aconteça. Acho que ele não merece ser vaiado. Não merece ser xingado. Às vezes, o time perde. Ele não é maior do que o clube, ninguém é, mas ele é uma joia nossa. É Pelé, Robinho e Neymar. Tem uma galera que vem atrás, mas os principais são esses. São patrimônios. Eu acho um pouco pesado o que está acontecendo com ele“, completou. Elano fala de Robinho Outra grande amizade construída por ele na Vila Belmiro foi com Robinho, parceiro em momentos inesquecíveis também no Manchester City e na Seleção. Pai de três meninas, o ex-jogador não minimiza a gravidade do crime cometido pelo amigo, condenado a 9 anos de prisão por estupro na Itália, mas nem por isso vira as costas para ele. “Eu acho que cabe a ele ou a quem comete o delito que consiga restaurar isso e voltar atrás para que sirva de exemplo a outras pessoas. Mas eu não posso deixar de ser amigo“, contou.
