O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, avaliou que o senador Flávio Bolsonaro teria atingido um limite de crescimento nas pesquisas para a eleição presidencial de 2026, apesar de aparecer tecnicamente empatado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em alguns levantamentos.
Em entrevista publicada pela Veja, Dias afirmou que o avanço de Flávio estaria ligado à ocupação do espaço político anteriormente associado ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, esse movimento perdeu força recentemente, com o senador mantendo estabilidade nas pesquisas há cerca de dois meses.
O ministro também sustentou que, na média dos levantamentos acompanhados pela campanha governista, Lula permanece à frente, em um patamar superior ao registrado na eleição de 2022.
A possível disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro é vista como um dos principais cenários para 2026, com tendência de forte polarização. Ainda assim, Dias afirmou acreditar que o ambiente eleitoral poderá ser menos tenso do que o de 2022, embora reconheça a possibilidade de desinformação e ataques políticos durante a campanha.
Ele também destacou que, em sua avaliação, o eleitorado estará mais atento às propostas dos candidatos, com maior cobrança sobre temas como estabilidade política, crescimento econômico e políticas sociais. Segundo o ministro, esses fatores — somados à experiência de Lula e à retomada de programas sociais — devem influenciar a decisão dos eleitores.
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, coordenador da campanha à reeleição do presidente Lula, afirmou que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chegou ao limite de crescimento nas pesquisas eleitorais, apesar de aparecer tecnicamente empatado com o presidente em diversos levantamentos. As declarações foram publicadas pela revista Veja neste domingo (3). Segundo a reportagem, Dias avalia que o desempenho do senador está diretamente ligado ao fato de ele ser filho do ex-presidente Jair Bolsonaro e ter ocupado o espaço político que antes pertencia ao pai no campo da oposição. “Ele teve um crescimento a partir da ocupação do espaço que era do pai”, disse Wellington Dias. Na avaliação do coordenador da campanha de Lula, esse avanço, no entanto, já teria perdido força. “Já tem aí cerca de 60 dias que ele está no nível de estabilidade nos levantamentos”, afirmou o ministro. Dias também sustenta que, na média das pesquisas acompanhadas pela campanha petista, Lula permanece em vantagem. “Na média das pesquisas que a gente acompanha, o presidente Lula está na frente, num patamar mais elevado que em 2022”, declarou. A possível disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro tem sido tratada como um dos principais cenários da eleição presidencial de 2026. A proximidade entre os dois em levantamentos de intenção de voto reforçou previsões de uma campanha marcada por forte polarização. Wellington Dias, porém, contesta a avaliação de que a disputa será necessariamente mais agressiva do que a eleição anterior. “Eu digo que 2026 será menos tensão do que tivemos em 2022, que a essa altura já tinha confronto de rua, já tinha uma situação de bastante agressividade”, afirmou. O ministro reconheceu, ainda assim, que a campanha deve enfrentar episódios de desinformação e ataques políticos. “É claro que ninguém vai impedir, infelizmente, a difusão de fake news, mentiras, ódio, essas coisas que lamentavelmente ainda existem”, disse. Para Dias, o eleitorado brasileiro estará mais atento às propostas apresentadas pelos candidatos e cobrará respostas sobre os rumos do país. “O povo está mais exigente, ele vai querer saber mesmo o que que vai ser do destino do Brasil”, afirmou. Na avaliação do coordenador da campanha de Lula, o debate programático terá peso decisivo na eleição. “O conteúdo vai pesar fortemente na eleição de 2026”, declarou. Wellington Dias também indicou que a campanha petista pretende apostar na experiência de Lula e na defesa de estabilidade política, crescimento econômico e políticas sociais. “O povo quer estabilidade, o povo quer segurança, quer crescimento econômico, quer melhoria social”, disse. Segundo o ministro, o governo Lula retomou programas sociais que haviam sido deixados de lado na gestão anterior. Ele afirma que esse movimento deve ser levado em conta pelo eleitorado no momento da escolha presidencial. “Acho que hoje a gente tem uma melhora considerável na situação do Brasil e isso vai ser percebido pelos eleitores”, concluiu Wellington Dias.
