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Políticos e internautas denunciam conluio e 'bolsomaster' fica entre os assuntos mais comentados nas redes

Publicada em: 09/05/2026 08:55 -

 

A operação da Polícia Federal contra o senador Ciro Nogueira provocou forte repercussão política e nas redes sociais, especialmente no X, onde o termo “bolsomaster” entrou entre os assuntos mais comentados. O caso envolve suspeitas de pagamentos e benefícios atribuídos ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, ao parlamentar que foi ministro da Casa Civil no governo de Jair Bolsonaro.

Entre as reações, o deputado federal Rogério Correia afirmou que a operação revelaria “mais um peão do enrosco do BOLSOMASTER”, relacionando o caso às discussões da CPMI do INSS. Já o deputado estadual Leonel Radde declarou que “a casa caiu” para aliados do ex-presidente e mencionou supostas ligações financeiras entre Vorcaro e Ciro Nogueira.

Perfis nas redes também passaram a relacionar o caso à chamada “PEC da Blindagem”, proposta criticada por opositores sob a alegação de que poderia dificultar investigações contra parlamentares.

Segundo a representação da Polícia Federal encaminhada ao ministro André Mendonça, há indícios de que Ciro Nogueira teria recebido pagamentos mensais entre R$ 300 mil e R$ 500 mil, além de viagens, hospedagens, voos privados e uso de imóveis de alto padrão. A PF investiga se o mandato parlamentar teria sido utilizado para favorecer interesses ligados ao Banco Master.

Um dos principais pontos citados na investigação envolve uma emenda apresentada por Ciro Nogueira à PEC nº 65/2023, propondo elevar o teto de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante. Na avaliação dos investigadores, a mudança poderia beneficiar operações do Banco Master ao ampliar a proteção aos investidores.

A chamada Operação Compliance Zero apura suspeitas de fraudes financeiras, possíveis vantagens indevidas e articulações legislativas envolvendo o sistema financeiro e agentes políticos. As medidas autorizadas pelo STF fazem parte da quinta fase da investigação, que segue em andamento pela Polícia Federal.

 
 
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