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PGR denuncia Romeu Zema ao STJ por calúnia contra Gilmar Mendes

Publicada em: 15/05/2026 23:41 -

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, denunciou nesta sexta-feira (15) o ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), por calúnia contra o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes. A denúncia foi apresentada ao STJ (Superior Tribunal de Justiça). Segundo a PGR (Procuradoria-Geral da República), o caso deve tramitar na Corte porque os fatos teriam relação com o exercício do cargo de governador. O episódio teve início após Gilmar Mendes pedir ao ministro Alexandre de Moraes a inclusão de Zema no inquérito das fake news, relatado por Moraes no Supremo. A solicitação foi feita depois de o governador compartilhar nas redes sociais um vídeo produzido com inteligência artificial em que fantoches representando Gilmar Mendes e o ministro Dias Toffoli aparecem discutindo o escândalo envolvendo o Banco Master. O entendimento da PGR foi o de que o episódio estaria relacionado a um possível crime contra a honra, sem ligação direta com os fatos investigados no inquérito das fake news conduzido no STF. Em nota, Zema afirmou que “os intocáveis não aceitam críticas” e reagiu à denúncia apresentada pela PGR. “Os intocáveis não aceitam críticas. Não aceitam o humor e não querem prestar contas de seus atos. Julgam-se acima dos demais brasileiros. Se estão incomodados com uma sátira, é porque a carapuça serviu. Não vou recuar um milímetro”, declarou.
 

A denúncia da Procuradoria-Geral da República coloca o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, em um novo embate institucional com ministros do Supremo Tribunal Federal. O caso envolve uma acusação de calúnia contra o ministro Gilmar Mendes após a divulgação, nas redes sociais, de um vídeo satírico produzido com inteligência artificial.

Segundo a PGR, comandada por Paulo Gonet, o conteúdo publicado por Zema extrapolaria os limites da crítica política e configuraria crime contra a honra. A denúncia foi enviada ao Superior Tribunal de Justiça porque os fatos teriam ocorrido durante o exercício do mandato de governador.

O episódio começou quando Gilmar Mendes pediu ao ministro Alexandre de Moraes a inclusão de Zema no chamado inquérito das fake news, em tramitação no STF. O vídeo compartilhado pelo governador mostrava representações em forma de fantoches de Gilmar Mendes e Dias Toffoli comentando o escândalo relacionado ao Banco Master.

A própria PGR, porém, entendeu que o caso não tinha relação direta com o inquérito das fake news, tratando-se especificamente de possível crime contra a honra.

Em reação, Zema adotou um discurso de enfrentamento ao STF e afirmou que não pretende recuar. Segundo ele, ministros da Corte não aceitariam críticas nem sátiras políticas. A declaração reforça uma estratégia de confronto institucional que pode ter impacto no cenário eleitoral de 2026, especialmente entre setores conservadores e críticos ao Supremo.

O caso também reacende o debate sobre os limites entre liberdade de expressão, humor político e responsabilização por conteúdos produzidos com inteligência artificial, tema que vem ganhando espaço no Judiciário e no Congresso.

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