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Escândalo de Flávio Bolsonaro começa a deixar claro por que rejeitaram Messias, diz Serrano

Publicada em: 16/05/2026 06:52 -

o jurista Pedro Serrano afirmou que o escândalo envolvendo o senador e pré-candidato à presidência da república, Flávio Bolsonaro, e o banqueiro Daniel Vorcaro, começa a “deixar claro” o porquê da mobilização para rejeitar, no Senado Federal, o nome de Jorge Messias para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que investiga as fraudes do Banco Master. “A rejeição do nome do Messias não tem a ver com o Messias, tem a ver com esse caso do Master”, declarou Serrano. “Havia um receio por parte dos senadores envolvidos nesse escândalo – que a gente vai daqui a um tempo descobrir que estão envolvidos – não à toa”, acrescentou o jurista. Serrano ainda ressaltou que, por isso, o vazamento de informações sobre investigações são ruins, pois os envolvidos se preparam para as acusações. “Eles se articularam para negar o Messias por conta da investigação do Master, achando que o Messias lá – realmente ele é um sujeito extremamente ético – ia agir de forma a investigar o caso. Ajudar nos atos de investigação como ministro”, afirma Serrano. “Eles sabem que estão sendo investigados, saiu aquela listinha dos políticos investigados. Tanto que o Ciro Nogueira estava intensamente envolvido na rejeição do nome do Messias. Então acho que essa foi a razão essencial”, completou o jurista. “E agora, com esse negócio do Flávio aparecendo, começa a ficar claro por que se mobilizaram tanto para rejeitar o Messias. E acho que isso vai repercutir na área jurídica também. Vai se mostrando que a rejeição do Senado não se deu por nenhuma razão correta. A rejeição do Senado foi uma forma de tentar impedir uma investigação com relação aos próprios senadores”, analisou Serrano. O jurista pontua que os argumentos utilizados para a rejeição do Advogado-geral da União foram políticos e ideológicos, e não baseados em uma possível falta de notório saber de Messias. “Um sujeito que tinha uma carreira pública como advogado público, formado em Universidade Federal, com mestrado e doutorado na Universidade Federal, um currículo extremamente qualificado. Foi advogado-geral da União e exerceu esse cargo com brilhantismo. Ninguém negou as qualidades jurídicas dele”, apontou Serrano. Por fim, o jurista destacou que, as razões usadas para a rejeição, para ele, não são aceitas pela Constituição. “Portanto, é um ato inconstitucional.” Caso Flávio Bolsonaro não é simples Serrano também falou sobre a situação de Flávio Bolsonaro após o vazamento de áudios que mostram ele pedindo milhões de reais a Daniel Vorcaro para a realização do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O jurista reforçou que é preciso investigar esse caso O jurista também esclareceu que mesmo o dinheiro utilizado não ter sido dinheiro público, isso não livra o senador de qualquer investigação. “A realidade é que ele é um agente público. As pessoas esquecem. Ele mesmo, acho que esqueceu na hora que ele fez a resposta. De qualquer forma, é um benefício privado dado a pedido de um agente público. Precisa ver a troco do quê. E outra, esse dinheiro vem de fraude”, ressaltou Serrano. “Ele [Flávio Bolsonaro] aparece na gravação, o próprio agente público, pedindo dinheiro para um banqueiro que, convenhamos, teve uma conduta ultra fraudulenta. Inclusive, ele [Flávio Bolsonaro] pediu o pagamento de uma parte desses recursos quando já estava clara a situação do Master. Então, o próprio agente público pediu diretamente. Isso tem que ser investigado”, afirma Serrano. “A origem do dinheiro ser privada diz muito pouco.” Serrano ainda pontuou que há suspeitas de que o dinheiro tenha ido para Eduardo Bolsonaro para custear as despesas do ex-deputado federal nos Estados Unidos enquanto realizada ataques ao Brasil. “Esse caso não é simples como o bolsonarismo quer fazer acreditar”, diz o jurista. LEIA TAMBÉM: Flávio Bolsonaro se enrola, mas confessa que dinheiro de Vorcaro foi para fundo ligado a Eduardo nos EUA
 
 

O jurista Pedro Serrano afirmou que a rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal teria relação direta com as investigações envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo Serrano, senadores temeriam que Messias, caso fosse aprovado para a Corte, atuasse de forma rigorosa em apurações sobre supostas fraudes ligadas ao banco.

Na avaliação do jurista, a articulação política no Senado Federal para barrar a indicação não teria ocorrido por falta de qualificação jurídica de Messias, mas por interesses ligados às investigações em curso. Serrano citou o senador Ciro Nogueira como um dos parlamentares que teriam atuado fortemente contra a indicação.

Serrano também criticou o vazamento de informações de investigações, argumentando que isso permite que eventuais envolvidos se organizem previamente para responder às acusações. Para ele, a rejeição de Messias poderia ser interpretada como uma tentativa de dificultar investigações que atingiriam integrantes do próprio Senado.

Ao comentar a situação do senador Flávio Bolsonaro, Serrano afirmou que o caso envolvendo pedidos de recursos financeiros a Daniel Vorcaro para o filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, precisa ser investigado. Segundo o jurista, o fato de o dinheiro não ser público não elimina a necessidade de apuração, já que envolveria um agente público solicitando benefícios privados a um banqueiro sob investigação.

Serrano destacou ainda que a origem dos recursos e o contexto em que os pedidos teriam sido feitos levantam suspeitas relevantes. Ele também mencionou a hipótese de parte dos valores ter sido destinada a atividades ligadas a Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, hipótese que, segundo ele, também exigiria investigação.

O jurista argumenta que os motivos utilizados para rejeitar Jorge Messias foram essencialmente políticos e ideológicos, e não relacionados ao chamado “notório saber jurídico”, exigido pela Constituição para ministros do STF. Na visão dele, isso poderia até configurar uma violação constitucional.

 
 
 
 
 
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