A Fraternidade Sacerdotal São Pio X mantém há décadas uma relação tensa com o Igreja Católica por rejeitar pontos centrais do Concílio Vaticano II, conjunto de reformas promovidas pela Igreja nos anos 1960.
Entre as mudanças implementadas pelo Concílio esteve a autorização para que as missas fossem celebradas nos idiomas locais, e não apenas em latim. A Fraternidade defende a preservação da liturgia tradicional em latim e critica aspectos da modernização adotada após o Concílio.
O Vaticano advertiu na quarta-feira (14) que o grupo poderá sofrer excomunhão caso realize a ordenação de novos bispos sem autorização do papa Leão XIV. Pela legislação canônica da Igreja Católica, somente o pontífice pode autorizar esse tipo de consagração episcopal.
Segundo declaração do cardeal Víctor Manuel Fernández, uma eventual cerimônia sem aprovação papal seria considerada “uma grave ofensa” e acarretaria sanções previstas pelo direito canônico, incluindo excomunhão.
A tensão entre Roma e a Fraternidade remonta especialmente a 1988, quando o arcebispo Marcel Lefebvre ordenou bispos sem autorização do papa, provocando uma ruptura formal com o Vaticano na época.
