Uma declaração ocorreu durante a edição de 2026 da Marcha para Jesus, quando o presidente explicou que optou por não comparecer ao evento para evitar que sua participação fosse interpretada como uso político da religião em período eleitoral.
Segundo Lula, a decisão segue um princípio pessoal de não participar de eventos religiosos
"Eu não participo de nada religioso em época de eleição porque eu não quero passar a ideia de que estou tentando tirar proveito político de uma coisa sagrada."
O presidente foi representado pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, que participou do evento e conversou com o bispo Estevam Hernandes Durante
A Marcha para Jesus reuniu miles São Paulo, com trajeto entre a região da Estação da Luz e a Praça Heróis da FEB. O evento também contou com a presença de autoridades como o senador Flávio Bolsonaro, o governador Tarcísio de Freitas e o prefeito Ricardo Nunes.
Após a caminhadaGabriela Rocha
Politicamente, a fala de Lula busca reforçar a separação entre sua atuação institucional e manifestações religiosas durante o período pré-eleitoral, em um contexto em que a Marcha para Jesus tradicionalmente reúne lideranças religiosas e agentes políticos de diferentes correntes ideológicas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (4) que não participou da Marcha para Jesus, realizada em São Paulo, para evitar que sua presença fosse interpretada como tentativa de obter vantagem política por meio da religião. A declaração ocorreu durante uma conversa telefônica entre Lula, o bispo Estevam Hernandes, um dos organizadores do evento, e o advogado-geral da União, Jorge Messias, que representou Lula na Marcha para Jesus. O diálogo foi publicado nas redes sociais Lula explica decisão Ao justificar sua ausência, Lula disse que prefere não participar de atividades religiosas em períodos eleitorais para evitar qualquer associação entre fé e interesses políticos. "Eu vou lhe contar porque eu não vou. Eu não participo de nada religioso em época de eleição porque eu não quero passar a ideia de que estou tentando tirar proveito político de uma coisa sagrada", disse o presidente. A fala ocorre em meio à realização da 34ª edição da Marcha para Jesus, um dos maiores eventos evangélicos do país. Marcha reuniu milhares de fiéis em São Paulo A mobilização ocorreu durante o feriado de Corpus Christi e levou milhares de pessoas às ruas da capital paulista. O percurso começou na região da Estação da Luz, no centro da cidade, e seguiu até a Praça Heróis da Força Expedicionária Brasileira (FEB), na Zona Norte. Além de líderes religiosos, o evento contou com a presença de diversas autoridades e políticos, entre eles o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o advogado-geral da União, Jorge Messias. Após a caminhada, a programação da Marcha para Jesus prosseguiu com apresentações de artistas da música gospel e momentos de oração. Entre os nomes anunciados estavam Gabriela Rocha, Aline Barros, Renascer Praise, Thalles Roberto e Isadora Pompeo. ▶️ Lula manda Jorge Messias representá-lo na Marcha para Jesus e declara que em ano de eleição evita participar de atos religiosos para não usar a fé como palanque
