Evento de Flávio Bolsonaro é marcado por confusão e divisão em torno de aliança com Ciro Gomes
O evento promovido por Flávio Bolsonaro (PL) em Fortaleza, que tinha como objetivo fortalecer a chapa estadual do partido para as eleições, acabou sendo marcado por tumulto e divergências entre apoiadores. Embora não tenha comparecido, Ciro Gomes (PSDB) tornou-se o centro da polêmica devido à aliança firmada entre o PL e sua candidatura ao governo do Ceará.
O ato reuniu lideranças do partido para lançar as candidaturas de Alcides Fernandes, pai do deputado André Fernandes, ao Senado, além de outros nomes à Câmara dos Deputados e à Assembleia Legislativa. No entanto, a parceria com Ciro provocou reações divergentes entre os presentes.
Manifestantes exibiram cartazes com frases como "Ciro não" e "Direita não vota na esquerda", que foram rasgados por apoiadores favoráveis à aliança. A troca de provocações evoluiu para empurra-empurra e agressões, enquanto parte da plateia vaiava Ciro e outra parte entoava gritos de apoio ao ex-ministro.
Durante o evento, André Fernandes, presidente estadual do PL no Ceará, classificou os manifestantes contrários à aliança como "petistas infiltrados" e pediu que fossem ignorados, afirmando que haveria tentativas de dividir a oposição.
Mesmo ausente, Ciro Gomes dominou as discussões da noite. Segundo aliados, a decisão de não participar do ato buscou evitar uma associação direta com o bolsonarismo em nível nacional. Ainda assim, sua candidatura ao governo do Ceará conta com o apoio do PL, enquanto o PSDB apoia Alcides Fernandes na disputa pelo Senado.
A confusão evidenciou as dificuldades do PL em consolidar a aliança com Ciro Gomes sem provocar resistências dentro da própria base bolsonarista, revelando as divergências entre diferentes grupos da direita cearense.
Outra ausência registrada foi a da vereadora Priscila Costa, aliada da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que não participou do evento por estar em viagem a Portugal.
