A declaração de Romeu Zema apresenta uma proposta de política econômica para o setor de energia. Em resumo:
- Privatização da Petrobras: Zema defendeu que o governo federal venda o controle da Petrobras, afirmando ser favorável à privatização de empresas estatais. Segundo ele, "não tem vaca sagrada".
- Transformar a Petrobras em uma "corporation": A ideia é que a União possa continuar como acionista, recebendo dividendos, mas sem controlar a gestão ou indicar dirigentes. Nesse modelo, o controle seria pulverizado entre acionistas privados, semelhante ao de grandes companhias de capital aberto sem um controlador único.
- Fim da influência política: O pré-candidato argumentou que a retirada do controle estatal reduziria a influência política na administração da empresa, evitando indicações para cargos e interferências na gestão.
- Justificativa econômica: Zema afirmou que uma Petrobras mais eficiente e lucrativa aumentaria a arrecadação por meio de impostos e dividendos, além de permitir que o Estado concentrasse esforços em áreas como segurança pública, saúde, educação e infraestrutura.
A proposta, no entanto, é tema de debate:
- Defensores da privatização argumentam que ela pode aumentar a eficiência, reduzir interferências políticas e ampliar a capacidade de investimentos da empresa.
- Críticos sustentam que a Petrobras exerce papel estratégico para a política energética nacional e que a perda do controle estatal pode reduzir a capacidade do governo de influenciar decisões relacionadas à segurança energética, investimentos e preços dos combustíveis.
A Petrobras é uma sociedade de economia mista, com ações negociadas em bolsa, mas o governo federal atualmente é o acionista controlador, detendo a maioria das ações com direito a voto. Transformá-la em uma "corporation" exigiria mudanças estruturais, incluindo a redução ou venda da participação controladora da União, processo que dependeria de decisões do governo e, em determinados aspectos, de aprovação do Congresso Nacional.
O pré-candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, criticou o que chamou de “politicagem” dentro de empresas públicas e defendeu uma completa privatização do setor energético, incluindo as ações do Governo Federal na Petrobras, transformando-a em uma “corporation”. Ele esteve na manhã desta terça-feira (21) na sede do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), no Centro do Rio de Janeiro. “Que a União fique até sócia, mas sem decidir, sem ficar fazendo politicagem dentro da empresa. Pode ficar recebendo os dividendos. Pode transformar a Petrobras em uma corporation. E lembrando que uma Petrobras mais lucrativa vai significar mais imposto de renda, mais contribuição para a União”, afirmou. Zema disse que acredita que a privatização melhoraria a eficiência e permitiria que os gestores públicos atuassem em outras áreas.
“Eu falo que o Estado no Brasil e no mundo todo tem uma tarefa de Hércules na área da segurança pública, na saúde, na infraestrutura, na educação. E hoje, o que eu vejo, é a maioria dos políticos querendo participar de gestão de estatal, que é onde ele consegue um cabide de empregos, direcionar alguns contratos, do que melhorar a vida das pessoas. Eu sou totalmente favorável a privatizar tudo. Para mim, não tem vaca sagrada”, disse Zema, na saída da reunião. https://www.msn.com/pt-br/noticias/brasil/zema-prop%C3%B5e-tirar-controle-da-petrobras-do-governo-e-transformar-a-estatal-em-corporation/ar-AA28owIg?
