O pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, enfrenta forte resistência para montar palanques competitivos no Nordeste, região onde a esquerda mantém hegemonia eleitoral recente. Lideranças de centro-direita avaliam que a associação direta ao bolsonarismo pode aumentar a rejeição, prejudicar disputas estaduais e virar munição para adversários.
Nos principais colégios eleitorais, potenciais aliados têm buscado alternativas menos polarizadoras, como o governador Ronaldo Caiado (União Brasil), visto como opção de menor desgaste político. Estados como Bahia, Ceará, Pernambuco, Maranhão, Paraíba e Alagoas mostram cenário especialmente hostil ao PL, com pré-candidatos priorizando alianças com o presidente Lula ou com forças de esquerda.
A presença bolsonarista é enfraquecida ainda por migrações partidárias, cautela estratégica de lideranças locais e falta de nomes competitivos. Sergipe surge como exceção relativa, embora sem favoritismo claro, enquanto o Rio Grande do Norte permanece indefinido, com aliados evitando vínculo direto com a família Bolsonaro.
O quadro indica que, no Nordeste, Flávio Bolsonaro enfrenta não apenas adversários eleitorais, mas também dificuldade de viabilização política, isolamento estratégico e receio de aliados em assumir o custo eleitoral do bolsonarismo.
