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Vazamento de trechos de reunião gera desconforto no Supremo

Publicada em: 14/02/2026 13:10 -

 

STF vive clima de desconfiança após vazamento de reunião reservada sobre caso Master

A saída do ministro Dias Toffoli da relatoria do chamado caso Master, no Supremo Tribunal Federal (STF), não arrefeceu a tensão interna na Corte. Pelo contrário: ministros passaram a suspeitar que reuniões reservadas entre integrantes do tribunal possam ter sido gravadas, com trechos posteriormente repassados à imprensa.

Na sexta-feira (13), um jornal digital publicou um relato detalhado das reuniões realizadas na quinta-feira (12), incluindo uma conversa preparatória restrita a cinco ministros: o presidente do STF, Luiz Edson Fachin, além de Toffoli, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia.

Após a publicação, ministros ouvidos em caráter reservado afirmaram que grande parte do conteúdo corresponde ao que foi efetivamente discutido, com reprodução de frases literais ditas no encontro. Algumas declarações, no entanto, teriam sido distorcidas. Segundo esses magistrados, o relato também omitiu trechos considerados negativos a Toffoli — o que reforçou suspeitas internas contra ele ao longo do dia.

Procurado pela GloboNews, Toffoli negou as acusações e classificou a informação como “totalmente inverídica”. Ele afirmou que jamais gravou qualquer colega.

Um dos ministros relatou que a semelhança entre o texto publicado e o que foi discutido gerou espanto: “São frases literais, numa sequência muito semelhante ao que aconteceu nas reuniões. Para quem estava lá, a sensação é de que alguém dentro da sala gravou tudo aquilo.” Outro foi mais incisivo: “É uma traição. Muitas frases são literais. Mas algumas são invenções a favor do próprio vazador.”

Ao todo, três reuniões ocorreram na quinta-feira: uma reservada antes da sessão plenária e duas após, com duração aproximada de duas horas e vinte minutos e de cerca de 30 minutos. Nenhum assessor participou presencialmente dos encontros.

Segundo o portal Poder360, na reunião restrita oito dos dez ministros teriam defendido a permanência de Toffoli no inquérito que investiga fraudes financeiras envolvendo o banco de Daniel Vorcaro. Apenas Fachin e Cármen Lúcia teriam se posicionado pela saída do ministro. Em determinado momento, Cármen Lúcia teria afirmado: “Todo taxista que eu pego fala mal do Supremo. A população está contra o Supremo.”

Ainda de acordo com a reportagem, o ministro Nunes Marques sugeriu que Toffoli apresentasse formalmente sua defesa quanto a eventual impedimento ou suspeição, para que o plenário votasse a questão. “Minha sugestão é que o ministro relator do processo faça uma proposição dizendo que não é impedido nem suspeito e coloque os argumentos dele diante do que foi apresentado e a gente vota. E, pelo que vi aqui, ele vai ter maioria. O ideal seria unanimidade, presidente [Fachin]”, teria dito.

Após uma manifestação do ministro Flávio Dino sobre o contexto político do caso, Toffoli teria concordado que o melhor caminho seria seu afastamento da relatoria. Com isso, o ministro André Mendonça foi sorteado como novo relator, o que evitou uma eventual declaração formal de suspeição e preservou os atos processuais já praticados.

Nesta sexta-feira, Mendonça reuniu-se com delegados da Polícia Federal para se inteirar sobre o andamento das investigações.

O episódio expôs um clima incomum de desconfiança entre os ministros do Supremo, em um momento sensível para a Corte.

A saída de Dias Toffoli da relatoria do caso Master, no Supremo Tribunal Federal (STF), não aliviou o clima interno — pelo contrário. Ministros passaram a desconfiar que reuniões reservadas entre integrantes da Corte podem ter sido gravadas, e que parte do conteúdo teria sido repassada Nesta sexta-feira (13), o jornal digital publicou um relato detalhado das reuniões realizadas na quinta-feira, incluindo uma conversa preparatória restrita a cinco ministros: o presidente Luiz Edson Fachin, Toffoli, Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia. Depois da publicação, ministros disseram ao blog que grande parte do texto corresponde ao que foi discutido e reproduz frases literais ditas no encontro. Algumas declarações, porém, teriam sido distorcidas. Segundo esses magistrados, o relato também deixou de fora trechos negativos a Toffoli. A ausência reforçou suspeitas internas contra ele, algo que teria circulado no tribunal ao longo do dia. Procurado pela GloboNews, Toffoli negou a acusação e afirmou que a informação é "totalmente inverídica" e que ele nunca gravou ninguém na sua vida. A repercussão gerou espanto entre os ministros. "São frases literais, numa sequência muito semelhante ao que aconteceu nas reuniões. Para quem estava lá, a sensação é de que alguém dentro da sala gravou tudo aquilo", disse um ministro. Outro foi direto: "É uma traição, muitas frases são literais. Mas algumas são invenções a favor do próprio vazador". Ao todo, três reuniões aconteceram na quinta-feira: uma restrita antes do plenário e outras duas após a sessão, com duração de duas horas e vinte minutos e cerca de 30 minutos. Nenhum assessor participou presencialmente. Segundo o Poder360, na reunião reservada, oito dos dez ministros teriam defendido a permanência de Toffoli no inquérito sobre fraudes financeiras do banco de Daniel Vorcaro. Apenas Fachin e Cármen Lúcia teriam sido favoráveis à saída. "Todo taxista que eu pego fala mal do Supremo. A população está contra o Supremo", teria dito Cármen Lúcia. Ainda de acordo com a reportagem, Nunes Marques afirmou: "Minha sugestão é que o ministro relator do processo faça uma proposição dizendo que não é impedido nem suspeito e coloque os argumentos dele diante do que foi apresentado e a gente vota. E pelo que vi aqui, ele vai ter maioria. O ideal seria unanimidade, presidente [Fachin]". Depois de uma manifestação de Flávio Dino sobre o contexto político do caso, Toffoli teria aceitado que o melhor seria se afastar. Com isso, André Mendonça foi sorteado como novo relator, o que evitou uma decretação de suspeição e preservou os atos já praticados. Nesta sexta, Mendonça se reuniu com delegados da Polícia Federal para entender o andamento da investigação. 

 
 
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