A saída da ministra Simone Tebet do Ministério do Planejamento e Orçamento marca mais um movimento importante na reorganização política do terceiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
📸 Despedida no ministério
Durante a coletiva de despedida, Tebet se emocionou ao agradecer aos servidores e destacar o trabalho realizado desde janeiro de 2023. Ela foi aplaudida de pé pela equipe do ministério, o que reforça o reconhecimento interno à sua gestão.
🔄 Transição e sucessor
A ministra confirmou que já iniciou a transição com seu sucessor, mas deixou claro que o anúncio oficial será feito exclusivamente pelo presidente. Segundo ela, faltavam apenas “24 horas” para a definição.
🏛️ Balanço da gestão
Tebet defendeu a importância da recriação do Ministério do Planejamento, afirmando que a pasta foi essencial para:
- aumentar a transparência do orçamento federal
- corrigir dados distorcidos sobre gastos públicos
- fortalecer o planejamento das políticas públicas
Ela também criticou a divulgação de informações incorretas sobre investimentos em políticas para mulheres, dizendo que esses dados foram corrigidos durante sua gestão.
🗳️ Próximo passo: eleição
A saída do cargo está diretamente ligada ao cenário eleitoral de 2026. Tebet:
- vai disputar uma vaga no Senado por São Paulo
- deixou o MDB
- se filiou ao PSB
Ela já foi senadora entre 2015 e 2022 e tenta retornar ao cargo.
🔍 Contexto político
A mudança ocorre em meio a uma reforma ministerial mais ampla, que já incluiu saídas como:
- Fernando Haddad
- Carlos Fávaro
Essas trocas fazem parte de uma estratégia do governo para reorganizar forças políticas antes das eleições.
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, se emocionou durante uma coletiva de imprensa de despedida, nesta segunda-feira (30), aos servidores da pasta que comanda desde o início do terceiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em janeiro de 2023. Tebet confirmou, ainda, que está tratando da transição no MPO (Ministério do Planejamento e Orçamento) com seu sucessor, mas disse que o anúncio do novo ministro será feito apenas pelo presidente. "Conversei hoje com o sucessor sobre a transição, faltam agora apenas 24 horas pro anúncio de quem estará aqui no ministério. Esse assunto é algo do presidente", disse Tebet. A ministra deve deixar o cargo nesta terça-feira (31) para se candidatar ao Senado pelo estado de São Paulo. Recentemente, ela deixou o MDB e se filiou ao PSB. "Faltam só 24 horas, então, se não anunciamos até agora, vamos esperar o presidente anunciar. É um anúncio que cabe a ele", completou Tebet. Na ocasião, a chefe do MPO foi aplaudida de pé pelos servidores do ministério e agradeceu ao trabalho dos funcionários. Ela também fez um balanço de sua gestão e disse que o Brasil "não pode mais ficar sem a pasta do Planejamento", a qual ela classificou como "essencial". "Foi graças à recriação do MPO que acabamos com mentiras sobre o orçamento e aumentamos a transparência e a publicidade dos recursos da União", defendeu Tebet. Segundo ela, informações falsas sobre quanto o governo gasta do orçamento em programas para mulheres foram "corrigidas" durante sua atuação no MPO. "Eram dados publicados que diziam que o governo gastava 20, 30 vezes mais do que a realidade com as mulheres, numa mentira para atacar mais uma vez as mulheres, e que foi combatida com a reinstalação do ministério", afirmou Tebet. Disputa eleitoral A saída de Simone Tebet do ministério do Planejamento e Orçamento se dá em meio à série de mudanças que devem ocorrer na Esplanada. Recentemente, já deixaram suas pastas os agora ex-ministros Fernando Haddad (da Fazenda) e Carlos Fávaro (da Agricultura). O nome de Simone Tebet vinha sendo cotado para disputar uma das vagas ao Senado Federal por São Paulo desde o início do ano. Tebet confirmou, no começo de março, que tentará voltar ao Senado na eleição de outubro. Ela foi senadora por um mandato, de 2015 até o fim de 2022.
