🔎 O que foi descoberto
- A investigação identificou acessos ilegais a dados fiscais de 1.819 pessoas.
- Entre os alvos estão:
- Familiares de ministros do STF
- Integrantes do TCU
- Parlamentares e ex-políticos
- Um dos nomes citados é Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes.
⚖️ Quem investiga
- O caso está sendo conduzido pela Procuradoria-Geral da República, com apoio da Polícia Federal.
- A apuração faz parte da Operação Exfil, que entrou em uma nova fase.
👤 Principal suspeito
- O empresário Marcelo Paes Fernandez Conde é apontado como o possível líder do esquema.
- Ele é filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro Luiz Paulo Conde.
- Está com prisão preventiva decretada por Alexandre de Moraes e encontra-se foragido.
💻 Como funcionava o esquema (segundo a investigação)
- Envio de listas de CPFs para acesso indevido
- Pagamentos em dinheiro (cerca de R$ 4,5 mil por consulta)
- Obtenção de declarações fiscais sigilosas
🚨 Gravidade do caso
Esse tipo de prática pode configurar:
- Quebra de sigilo fiscal (crime previsto em lei)
- Associação criminosa
- Uso indevido de dados sensíveis
Além disso, o fato de envolver autoridades e seus familiares aumenta a sensibilidade política e institucional do caso.
A investigação sobre um esquema de obtenção ilegal de dados fiscais identificou acessos a informações sigilosas de 1.819 pessoas. Entre elas estão familiares de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), integrantes do Tribunal de Contas da União (TCU), deputados, ex-senadores e um ex-governador. As informações foram divulgadas pelo jornal O Globo. Segundo a apuração, houve acesso irregular a dados fiscais de pessoas ligadas a autoridades, entre elas Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes. O caso foi detalhado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao solicitar a abertura da segunda fase da Operação Exfil. Nova etapa da investigação A nova etapa incluiu o cumprimento de mandados de busca e apreensão na quarta-feira (1º), em seis endereços ligados ao empresário Marcelo Paes Fernandez Conde, filho do ex-prefeito do Rio de Janeiro Luiz Paulo Conde. De acordo com a investigação, Marcelo Conde é apontado como responsável por comandar a estrutura que teria acessado indevidamente dados de integrantes do Judiciário. O ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão preventiva do empresário, que permanece foragido. Depoimentos colhidos pela Polícia Federal indicam que o investigado teria repassado listas de CPFs para o grupo envolvido no esquema, além de efetuar pagamentos em dinheiro para obter acesso às declarações fiscais. Os valores mencionados chegam a R$ 4,5 mil por operação. A apuração envolve a análise de acessos a dados protegidos por sigilo fiscal, com foco na identificação de responsáveis e na extensão do uso indevido das informações.
