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Quem é o 'carrasco do PCC' preso por suspeita de envolvimento em assassinato de mulher do CV

Publicada em: 15/04/2026 06:20 -

A prisão de Adailton Candido da Silva, apontado como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC), lança luz sobre mais um caso de violência associado à disputa entre facções no país.

Segundo as investigações da Polícia Civil de São Paulo, ele seria responsável por executar punições internas — o chamado “carrasco” — dentro da organização criminosa. Adailton foi detido no Guarujá, no litoral paulista, durante cumprimento de mandado de prisão e busca. Na ação, também foram apreendidos celulares que devem ajudar no avanço das investigações.

A vítima, Maria Eduarda Cordeiro da Silva, de 20 anos, é apontada como suposta integrante do Comando Vermelho (CV). De acordo com a polícia, ela teria sido “julgada” em um chamado “tribunal do crime” do PCC — prática comum em disputas entre facções —, o que pode ter motivado sua tortura e morte. O corpo ainda não foi encontrado.

Um ponto importante do caso é o contexto: Maria Eduarda havia se mudado recentemente de Curitiba para o Guarujá. Ela e o namorado teriam sido sequestrados logo após o início de 2026. O homem conseguiu sobreviver e prestou depoimento às autoridades.

As investigações seguem em andamento, e a polícia busca localizar o corpo da jovem e prender outro suspeito que está foragido.

Esse caso reflete a realidade das disputas entre PCC e CV, que frequentemente resultam em sequestros, execuções e desaparecimentos, especialmente em regiões estratégicas para o tráfico.

A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta terça-feira, 14, Adailton Candido da Silva, de 33 anos, conhecido como DA7, no Guarujá, cidade do litoral paulista. Adailton seria um integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC), e teria a função de carrasco da facção criminosa. Ele é suspeito de ter participado do desaparecimento de Maria Eduarda Cordeiro da Silva, 20, que seria integrante do Comando Vermelho. Os policiais civis cumpriram mandado de busca e apreensão e de prisão na Avenida Prefeito Raphael Vitiello, na cidade litorânea. Além da prisão de Silva, também foram apreendidos quatro aparelhos celulares na ação. O caso foi registrado na 3ª Delegacia de Homicídios da DEIC-Deinter-6. Maria Eduarda Cordeiro da Silva fazia referências constantes ao Comando Vermelho nas redes sociais e já tinha passagem na polícia por tráfico de drogas. Foto: Reprodução/Instagram Maria Eduarda Cordeiro da Silva teria sido condenada no “tribunal do crime” do PCC, e, por isso, teria sido torturada e morta com a participação de Adailton. O corpo dela ainda não foi localizado. Além de Adailton, outro suspeito do caso ainda está foragido.

Após eleição no MP, procurador vai analisar delação de ‘Beto Louco’ e ‘Primo’ sobre PCC e corrupção Tribunal absolve sobrinho de Marcola acusado de operar bet e jogo do bicho para o PCC no Ceará Pilotos de avião do PCC a serviço do tráfico ganham R$ 750 mil por viagem, aponta investigação A jovem se mudou de Curitiba para o Guarujá há poucos meses. Ela morava com o namorado, e os dois foram sequestrados juntos pelo PCC pouco depois da virada de ano para 2026, segundo relato do homem à polícia em depoimento. Ambos já tinham passagens por tráfico de drogas. Em posts nas redes sociais, ela fazia referências constantes ao CV, enquanto o namorado não era ligado a nenhuma facção.

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