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Governo Lula prepara nova fase do Desenrola para brasileiros que não estão endividados

Publicada em: 08/05/2026 05:50 -

O governo federal prepara uma nova fase do programa Desenrola Brasil, desta vez com um alvo que vai além dos inadimplentes. Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a próxima etapa deve incluir pessoas que estão com as contas em dia, mas enfrentam juros elevados, além de trabalhadores informais, historicamente excluídos das melhores condições de crédito. O anúncio oficial deve acontecer entre o fim de maio e o início de junho. No centro da proposta A inclusão de trabalhadores informais aparece como um dos principais eixos da nova rodada. De acordo com Durigan, esse grupo costuma pagar os juros mais altos do mercado, justamente por não ter acesso facilitado ao sistema financeiro tradicional. Ministro da Fazenda Dario Durigan – (Imagem: José Cruz/Agência Brasil) “Eles são quem mais pagam juros caros no país, e nós estamos estudando uma linha específica para os informais”, afirmou o ministro. A ideia em estudo é criar uma linha voltada a esse público, como uma tentativa de reduzir o custo do crédito para quem hoje depende de alternativas mais caras. Menos inadimplência, juros menores O ministro também reforçou que o Desenrola faz parte de uma estratégia mais ampla para enfrentar o endividamento no país. Na avaliação da equipe econômica, a inadimplência tem peso direto no chamado “spread bancário” — a diferença entre o custo de captação dos bancos e o que eles cobram dos clientes. Ou seja: quanto maior o risco de “calote”, maiores tendem a ser os juros. Programa terá prazo limitado Assim como na versão atual, a nova fase não deve ser permanente. O governo trabalha com a ideia de manter um prazo curto, de cerca de 90 dias, para estimular a adesão rápida e evitar que o programa vire uma política contínua. Como funciona o Desenrola hoje A versão atual do programa permite renegociar dívidas com condições mais vantajosas: descontos que podem chegar a 90%; foco em dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal; público com renda de até cinco salários mínimos; débitos com atraso entre 90 dias e dois anos. Além disso, quem entra no programa tem o CPF bloqueado em plataformas de apostas por 12 meses, em uma tentativa de evitar novos endividamentos. Leia: Novo Desenrola Brasil: quando começa a renegociação das dívidas do novo programa do governo federal Entre alívio e limites A possível ampliação do Desenrola indica uma mudança de foco: não apenas limpar o nome, mas também reduzir o custo do crédito para quem ainda consegue se manter em dia. Ao incluir informais e bons pagadores, o governo tenta alcançar uma parcela que, até aqui, ficou à margem das políticas de renegociação. Resta saber se o crédito mais barato, por si só, será suficiente para enfrentar um problema mais profundo, como o alto custo de vida no Brasil.
 

O governo federal estuda ampliar o alcance do programa Desenrola Brasil em uma nova etapa prevista para ser anunciada entre o fim de maio e o início de junho. A proposta, segundo o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, pretende incluir não apenas inadimplentes, mas também trabalhadores informais e consumidores que mantêm as contas em dia, porém enfrentam juros elevados.

Um dos focos centrais da nova fase é ampliar o acesso ao crédito para trabalhadores informais, grupo que costuma ter maior dificuldade para conseguir financiamento em bancos tradicionais e, por isso, acaba recorrendo a linhas com taxas mais altas. A equipe econômica avalia criar modalidades específicas de crédito para esse público, buscando reduzir o custo do financiamento.

O Ministério da Fazenda também relaciona a medida ao combate à inadimplência e à redução do spread bancário — diferença entre o custo de captação dos bancos e os juros cobrados dos clientes. A avaliação do governo é que o alto índice de dívidas em atraso aumenta o risco para as instituições financeiras e pressiona os juros para cima.

Assim como ocorreu na primeira versão do programa, a nova rodada deverá ter prazo limitado, estimado em cerca de 90 dias. A intenção é estimular adesão rápida e evitar que a iniciativa se torne permanente.

Atualmente, o Desenrola Brasil permite renegociar dívidas com descontos que podem chegar a 90%, principalmente em débitos de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal. O programa é voltado a pessoas com renda de até cinco salários mínimos e dívidas em atraso entre 90 dias e dois anos.

Outra regra vigente prevê que participantes do programa tenham o CPF bloqueado em plataformas de apostas por 12 meses, medida adotada para tentar reduzir o risco de novo endividamento.

A ampliação sinaliza uma mudança de foco da política econômica: além de limpar o nome de consumidores inadimplentes, o governo busca alcançar pessoas que ainda conseguem manter pagamentos em dia, mas convivem com crédito caro e dificuldade de acesso a condições mais favoráveis.

 
 
 
 
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