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Interpol acompanhou Deolane Bezerra na Itália antes de prisão

Publicada em: 26/05/2026 05:57 -

A investigação envolvendo a influenciadora e advogada Deolane Bezerra aponta suspeitas de lavagem de dinheiro e ligação financeira com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo o relato, a atuação conjunta da Polícia Civil do Estado de São Paulo, do Ministério Público do Estado de São Paulo e da Interpol permitiu monitorar a viagem da investigada à Roma antes da prisão realizada em Barueri.

De acordo com a apuração, investigadores suspeitam que empresas ligadas à influenciadora teriam sido usadas para dar aparência legal a recursos ilícitos movimentados pelo núcleo financeiro da facção criminosa. Parte desses valores teria sido enviada para uma transportadora em Presidente Venceslau, município conhecido por abrigar presídios de segurança máxima.

A chamada Operação Vérnix também resultou no bloqueio de aproximadamente R$ 27 milhões relacionados diretamente a Deolane e mais de R$ 327 milhões em bens e ativos atribuídos ao grupo investigado. Segundo o inquérito, relatórios financeiros identificaram movimentações incompatíveis com a renda declarada da advogada, além de depósitos fracionados que teriam sido usados para dificultar o rastreamento dos recursos.

A defesa de Deolane afirma que os valores questionados têm origem lícita e sustenta que os depósitos mencionados eram referentes a honorários advocatícios de serviços prestados entre 2019 e 2020. Durante audiência de custódia, ela declarou que os R$ 24 mil recebidos em conta correspondiam ao pagamento de um cliente e argumentou que a prisão ocorreu no exercício da profissão.

 

Até o momento, as acusações seguem em fase de investigação e não há condenação definitiva contra a influenciadora.

A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo contaram com apoio da Interpol para rastrear a influenciadora e advogada Deolane Bezerra durante uma viagem de 20 dias a Roma, na Itália, antes de sua detenção em sua mansão em Barueri, Grande São Paulo, na última quinta-feira (21), um dia após seu desembarque no Brasil. Operação Vérnix avançou enquanto ela permanecia hospedada em um prédio de alto padrão na região da Piazza di Spagna, onde as diárias superam R$ 15 mil. Inicialmente, os investigadores pretendiam efetuar a prisão ainda em solo italiano, mas ela acabou voltando ao Brasil e foi detida logo após o retorno. A Interpol é a maior organização de cooperação policial global, com 196 países membros, responsável por conectar forças de segurança para prevenir e combater crimes transnacionais, como terrorismo, cibercrime, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Investigadores apontam que Deolane seria uma das responsáveis por movimentar valores milionários do núcleo financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) por meio de empresas de fachada, registradas formalmente para dar aparência legal a recursos ilícitos. Segundo o inquérito, parte dos valores era remetida a uma transportadora sediada em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, município conhecido por abrigar presídios de segurança máxima. Relatórios financeiros identificaram movimentações incompatíveis com a renda declarada da influenciadora. A Justiça determinou o bloqueio de cerca de R$ 27 milhões ligados diretamente a Deolane e mais de R$ 327 milhões em bens e ativos atribuídos ao grupo investigado. A operação também cumpriu mandados de prisão e busca contra familiares da influenciadora e operadores financeiros ligados ao esquema. A apuração teve início após a apreensão de bilhetes manuscritos dentro de uma penitenciária em São Paulo, que revelaram detalhes sobre o fluxo de dinheiro da facção e possíveis conexões com empresas associadas à advogada. Os investigadores encontraram ainda depósitos fracionados em contas de Deolane, que somariam mais de R$ 1 milhão, estratégia para dificultar o rastreamento. Durante audiência de custódia em 22 de março, Deolane afirmou que os R$ 24 mil depositados em sua conta se referem a honorários advocatícios de um cliente, relativos a serviços prestados entre 2019 e 2020. A defesa argumentou que ela foi presa no exercício da profissão.

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