O presidente Luiz Inácio Lula da Silva viajará à França no domingo (14), chegando a Évian-les-Bains na segunda-feira (15), antes do início de sua participação na Cúpula do G7. Segundo o Palácio do Planalto, a antecipação da viagem tem como objetivo permitir que Lula descanse antes dos compromissos oficiais.
A decisão ocorre em meio a especulações sobre uma possível reunião com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No entanto, auxiliares de Lula afirmam que o governo brasileiro não solicitou um encontro bilateral e que uma eventual conversa seria informal e não está prevista na agenda oficial.
O interesse em um possível diálogo ganhou força após os Estados Unidos anunciarem tarifas de 25% sobre produtos brasileiros e classificarem o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
Esta será a décima participação de Lula no G7. Entre os compromissos já confirmados estão reuniões com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, e com o presidente francês, Emmanuel Macron, anfitrião do encontro.
Na programação da cúpula:
- 16 de junho: debate sobre parcerias internacionais;
- 17 de junho: discussão sobre crescimento econômico equilibrado;
- 17 de junho: almoço dedicado ao tema da inteligência artificial.
O G7 também pretende divulgar sete documentos sobre diferentes temas, que ainda estão em fase de negociação.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegará com antecedência a Évian-les-Bains, na França, para participar da Cúpula do G7. A escolha do Palácio do Planalto acontece em meio à expectativa de um encontro bilateral com o mandatário norte-americano Donald Trump. Segundo auxiliares do presidente, Lula embarcará para a França já no domingo (14) e chega ao destino na tarde seguinte. A participação do petista na Cúpula está prevista para terça e quarta-feira da próxima semana. Lula estará assim disponível para participar de bilaterais e de compromissos da Cúpula desde o início do evento. Auxiliares do presidente negam, contudo, que o Brasil tenha feito qualquer pedido de uma bilateral com Trump. Não há expectativa de que a reunião aconteça, e um encontro seria igualmente inesperado e de caráter não oficial. Segundo interlocutores do presidente Lula, a escolha de viajar no domingo visa dar ao mandatário tempo para descansar da viagem antes da participação no evento. O Palácio do Planalto passou a avaliar um encontro bilateral no G7 após os Estados Unidos anunciarem novas tarifas de 25% contra produtos brasileiros e classificarem as facções PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas. Nesta quarta-feira (10), em cerimônia no Itamaraty, os ministros Sidônio Palmeira (Secretaria de Comunicação) e Márcio Elias Rosa (Indústria e Comércio) disseram a jornalistas que a possibilidade de uma reunião ainda é incerta. Lula no G7 Essa é a décima vez que Lula vai ao G7. O Brasil participa das sessões abertas aos convidados. Na terça-feira (16), a discussão será sobre parcerias internacionais. Já na quarta-feira (17), o tema será o crescimento econômico equilibrado. Nesse mesmo dia, haverá um almoço dedicado à discussão sobre Inteligência Artificial. Já estão previstas reuniões bilaterais na agenda do presidente Lula, como o encontro com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, e o presidente da França, Emmanuel Macron, que é o anfitrião do evento. O G7 planeja apresentar sete textos sobre temas diversos. O conteúdo deles ainda está em negociação.
