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PF encontra R$ 450 mil escondidos embaixo de sofá durante operação no Rio de Janeiro

Publicada em: 01/07/2026 05:49 -

PF encontra R$ 450 mil escondidos sob sofá em nova fase da Operação Anáfora no Rio

A Polícia Federal encontrou R$ 450 mil em dinheiro vivo escondidos embaixo de um sofá durante uma operação de combate à lavagem de dinheiro envolvendo recursos públicos da área da saúde, realizada na manhã desta terça-feira (30), no Rio de Janeiro.

O dinheiro foi localizado em uma das salas de uma empresa ligada ao principal investigado, no distrito de Xerém, em Duque de Caxias.

Ao todo, os agentes cumprem 14 mandados de busca e apreensão, sendo dez expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal e outros quatro pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), devido ao foro privilegiado de alguns investigados. As diligências ocorrem em endereços localizados nas cidades do Rio de Janeiro, Niterói e Duque de Caxias.

Segundo a Polícia Federal, a segunda fase da Operação Anáfora foi deflagrada após o aprofundamento das investigações iniciadas em 2022. As apurações indicam que os suspeitos mantinham patrimônio registrado em nome de terceiros, realizavam despesas incompatíveis com a renda declarada e participavam de negociações relacionadas a imóveis para ocultar a origem dos recursos.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.

Primeira fase investigou contratos de R$ 563,5 milhões

A primeira fase da Operação Anáfora, realizada em 2022, investigou o suposto favorecimento na contratação de uma cooperativa de trabalho pela Secretaria Municipal de Saúde de Duque de Caxias. Os contratos sob investigação somavam R$ 563,5 milhões.

Na ocasião, a operação teve como um dos alvos o ex-prefeito de Duque de Caxias e então candidato a vice-governador do Rio de Janeiro, Washington Reis. Durante as buscas, um fuzil foi apreendido em sua residência. Também foram encontrados cerca de R$ 700 mil em dinheiro e cheques na casa do ex-secretário municipal de Saúde José Carlos de Oliveira.

De acordo com a Polícia Federal, as investigações apontam que a cooperativa seria controlada por uma organização criminosa estruturada, que atuaria há décadas no Estado do Rio de Janeiro por meio do desvio de recursos públicos, especialmente na área da saúde, em um esquema de corrupção sistêmica.

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