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Empresa de Vorcaro pagou R$ 165 milhões a galeria de arte em SP

Publicada em: 18/03/2026 07:21 -

🧾 O que foi revelado

Uma empresa ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro realizou transferências que somam R$ 165 milhões para a Almeida & Dale Galeria de Arte, em São Paulo.

  • As informações foram divulgadas pelo portal Metrópoles

  • Os dados fazem parte da investigação da CPMI do INSS


💸 Como os pagamentos foram feitos

Os repasses ocorreram por meio da empresa:

  • Super Empreendimentos e Participações S.A.

Essa empresa é apontada pelos investigadores como:

  • Uma intermediária em operações suspeitas

  • Já ligada a pagamentos a:

    • Ex-servidores do Banco Central

    • Integrantes de um grupo chamado “A Turma”

📊 Estrutura dos pagamentos:

  • Abril a junho de 2024:

    • 3 parcelas de R$ 10 milhões

  • Maio a outubro de 2025:

    • 6 parcelas de R$ 22,5 milhões

➡️ Total: R$ 165 milhões em 9 transferências


🎨 Obras de arte envolvidas

As compras incluíram artistas renomados, como:

  • Beatriz Milhazes

  • Sergio Camargo

  • Tomie Ohtake

  • Tracey Emin

  • Os Gêmeos

  • Alexander Calder (obra devolvida)


🏛️ O que diz a galeria

A Almeida & Dale afirmou que:

  • Atuou apenas como intermediária

  • Nunca teve contato direto com os responsáveis pela empresa compradora

  • Todas as transações:

    • Foram formalizadas com contratos

    • Tiveram notas fiscais emitidas

    • Seguiram regras da Receita Federal

  • Um advisor independente representava o comprador

A galeria também destacou que segue políticas rígidas de compliance e confidencialidade.


⚖️ Contexto da investigação

Daniel Vorcaro está preso em investigações que apuram:

  • Fraudes bancárias

  • Possível uso de empresas para:

    • Ocultar origem de dinheiro

    • Movimentar recursos de forma irregular

A CPMI do INSS investiga um esquema maior envolvendo:

  • Desvios de recursos públicos

  • Estruturas empresariais usadas como “camadas” financeiras


🧠 O que chama atenção no caso

Alguns pontos levantam suspeitas para os investigadores:

  • 💰 Valores muito altos em curto período

  • 🧾 Uso de empresa intermediária já investigada

  • 🎨 Mercado de arte (frequentemente usado globalmente para movimentações difíceis de rastrear)

  • 🔄 Devolução de obra (possível indício de ajuste financeiro)

Uma empresa vinculada ao banqueiro Daniel Vorcaro, preso por fraudes bancárias, realizou transferências que somam R$ 165 milhões a uma galeria de arte localizada em São Paulo. As informações foram divulgadas nesta terça-feira (17) pelo portal Metrópoles e integram o conjunto de documentos sob análise da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Os investigadores obtiveram acesso às anotações pessoais de Vorcaro após a quebra de sigilo do empresário. O material indica que o dono do Banco Master teria orientado os pagamentos à Almeida & Dale Galeria de Arte, conhecida no mercado nacional pela curadoria de alto padrão, a partir de abril de 2024. A empresa intermediária e os pagamentos Os repasses foram realizados por meio da Super Empreendimentos e Participações S.A., identificada pelas autoridades como uma intermediária utilizada pelo banqueiro para operações financeiras suspeitas. A empresa já havia sido apontada como canal de pagamento a operadores de atividades ilícitas, entre eles os ex-servidores do Banco Central Bellini Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza, além de integrantes do grupo criminoso denominado "A Turma". No total, a Super Empreendimentos realizou nove pagamentos à galeria entre 2024 e 2025. A primeira transferência, de R$ 10 milhões, ocorreu em 4 de abril de 2024, seguida por outras duas parcelas de mesmo valor nos meses subsequentes. A partir de maio de 2025, foram registradas seis parcelas mensais de R$ 22,5 milhões cada, completando o montante de R$ 165 milhões. As obras adquiridas Entre os artistas cujas obras foram compradas à galeria estão nomes de peso do mercado nacional e internacional: Beatriz Milhazes, Sergio Camargo, Tomie Ohtake, Tracey Emin e Os Gemeos. Uma obra do escultor norte-americano Alexander Calder também chegou a ser adquirida, mas foi posteriormente devolvida à galeria. A galeria se pronuncia A Almeida & Dale confirmou sua participação nas negociações, mas ressaltou que atuou apenas como intermediária e que nunca manteve contato direto com os dirigentes da empresa compradora. "A Almeida & Dale intermediou, no exercício regular de suas atividades, a venda de obras de arte pertencentes a clientes para a empresa Super Empreendimentos entre abril de 2022 e abril de 2025 — período anterior a qualquer questionamento público envolvendo essa companhia", afirmou. "Todas as negociações foram conduzidas por meio de um intermediário independente, um advisor especializado no mercado de arte que representava a Super Empreendimentos. A galeria, seus sócios e colaboradores jamais tiveram contato direto com os sócios ou dirigentes da empresa compradora", continuou. Segundo a nota, "a Almeida & Dale emitiu regularmente notas fiscais referentes às comissões recebidas nessas operações, em estrita conformidade com a legislação". "Todas as transações foram formalizadas por meio de contratos e registros comerciais, e os respectivos comprovantes de recebimento e documentação fiscal encontram-se devidamente arquivados pela galeria, conforme exigido pelas normas legais e contábeis", escreveu. "A galeria foi a primeira do setor no Brasil a implementar políticas formais de compliance e cumpre rigorosamente a legislação vigente e as normas da Receita Federal em todas as transações comerciais de que participa. Em linha com as melhores práticas de confidencialidade do mercado de arte, a galeria não divulga informações sobre títulos, valores ou destino de obras comercializadas. Essa política busca preservar a segurança e a privacidade de clientes, artistas e parceiros comerciais". O contexto das investigações Daniel Vorcaro está preso no âmbito das investigações que apuram fraudes bancárias associadas ao Banco Master. O esquema investigado pela CPMI do INSS envolve suspeitas de desvios de recursos públicos e o uso de pessoas jurídicas como camadas para movimentação de valores. A identificação dos pagamentos à galeria de arte aprofunda o escrutínio sobre a rede de empresas e operadores ligados ao banqueiro, ampliando o alcance das apurações em curso no

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