🧾 O que foi revelado
Uma empresa ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro realizou transferências que somam R$ 165 milhões para a Almeida & Dale Galeria de Arte, em São Paulo.
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As informações foram divulgadas pelo portal Metrópoles
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Os dados fazem parte da investigação da CPMI do INSS
💸 Como os pagamentos foram feitos
Os repasses ocorreram por meio da empresa:
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Super Empreendimentos e Participações S.A.
Essa empresa é apontada pelos investigadores como:
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Uma intermediária em operações suspeitas
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Já ligada a pagamentos a:
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Ex-servidores do Banco Central
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Integrantes de um grupo chamado “A Turma”
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📊 Estrutura dos pagamentos:
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Abril a junho de 2024:
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3 parcelas de R$ 10 milhões
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Maio a outubro de 2025:
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6 parcelas de R$ 22,5 milhões
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➡️ Total: R$ 165 milhões em 9 transferências
🎨 Obras de arte envolvidas
As compras incluíram artistas renomados, como:
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Beatriz Milhazes
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Sergio Camargo
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Tomie Ohtake
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Tracey Emin
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Os Gêmeos
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Alexander Calder (obra devolvida)
🏛️ O que diz a galeria
A Almeida & Dale afirmou que:
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Atuou apenas como intermediária
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Nunca teve contato direto com os responsáveis pela empresa compradora
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Todas as transações:
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Foram formalizadas com contratos
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Tiveram notas fiscais emitidas
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Seguiram regras da Receita Federal
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Um advisor independente representava o comprador
A galeria também destacou que segue políticas rígidas de compliance e confidencialidade.
⚖️ Contexto da investigação
Daniel Vorcaro está preso em investigações que apuram:
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Fraudes bancárias
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Possível uso de empresas para:
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Ocultar origem de dinheiro
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Movimentar recursos de forma irregular
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A CPMI do INSS investiga um esquema maior envolvendo:
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Desvios de recursos públicos
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Estruturas empresariais usadas como “camadas” financeiras
🧠 O que chama atenção no caso
Alguns pontos levantam suspeitas para os investigadores:
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💰 Valores muito altos em curto período
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🧾 Uso de empresa intermediária já investigada
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🎨 Mercado de arte (frequentemente usado globalmente para movimentações difíceis de rastrear)
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🔄 Devolução de obra (possível indício de ajuste financeiro)
Uma empresa vinculada ao banqueiro Daniel Vorcaro, preso por fraudes bancárias, realizou transferências que somam R$ 165 milhões a uma galeria de arte localizada em São Paulo. As informações foram divulgadas nesta terça-feira (17) pelo portal Metrópoles e integram o conjunto de documentos sob análise da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Os investigadores obtiveram acesso às anotações pessoais de Vorcaro após a quebra de sigilo do empresário. O material indica que o dono do Banco Master teria orientado os pagamentos à Almeida & Dale Galeria de Arte, conhecida no mercado nacional pela curadoria de alto padrão, a partir de abril de 2024. A empresa intermediária e os pagamentos Os repasses foram realizados por meio da Super Empreendimentos e Participações S.A., identificada pelas autoridades como uma intermediária utilizada pelo banqueiro para operações financeiras suspeitas. A empresa já havia sido apontada como canal de pagamento a operadores de atividades ilícitas, entre eles os ex-servidores do Banco Central Bellini Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza, além de integrantes do grupo criminoso denominado "A Turma". No total, a Super Empreendimentos realizou nove pagamentos à galeria entre 2024 e 2025. A primeira transferência, de R$ 10 milhões, ocorreu em 4 de abril de 2024, seguida por outras duas parcelas de mesmo valor nos meses subsequentes. A partir de maio de 2025, foram registradas seis parcelas mensais de R$ 22,5 milhões cada, completando o montante de R$ 165 milhões. As obras adquiridas Entre os artistas cujas obras foram compradas à galeria estão nomes de peso do mercado nacional e internacional: Beatriz Milhazes, Sergio Camargo, Tomie Ohtake, Tracey Emin e Os Gemeos. Uma obra do escultor norte-americano Alexander Calder também chegou a ser adquirida, mas foi posteriormente devolvida à galeria. A galeria se pronuncia A Almeida & Dale confirmou sua participação nas negociações, mas ressaltou que atuou apenas como intermediária e que nunca manteve contato direto com os dirigentes da empresa compradora. "A Almeida & Dale intermediou, no exercício regular de suas atividades, a venda de obras de arte pertencentes a clientes para a empresa Super Empreendimentos entre abril de 2022 e abril de 2025 — período anterior a qualquer questionamento público envolvendo essa companhia", afirmou. "Todas as negociações foram conduzidas por meio de um intermediário independente, um advisor especializado no mercado de arte que representava a Super Empreendimentos. A galeria, seus sócios e colaboradores jamais tiveram contato direto com os sócios ou dirigentes da empresa compradora", continuou. Segundo a nota, "a Almeida & Dale emitiu regularmente notas fiscais referentes às comissões recebidas nessas operações, em estrita conformidade com a legislação". "Todas as transações foram formalizadas por meio de contratos e registros comerciais, e os respectivos comprovantes de recebimento e documentação fiscal encontram-se devidamente arquivados pela galeria, conforme exigido pelas normas legais e contábeis", escreveu. "A galeria foi a primeira do setor no Brasil a implementar políticas formais de compliance e cumpre rigorosamente a legislação vigente e as normas da Receita Federal em todas as transações comerciais de que participa. Em linha com as melhores práticas de confidencialidade do mercado de arte, a galeria não divulga informações sobre títulos, valores ou destino de obras comercializadas. Essa política busca preservar a segurança e a privacidade de clientes, artistas e parceiros comerciais". O contexto das investigações Daniel Vorcaro está preso no âmbito das investigações que apuram fraudes bancárias associadas ao Banco Master. O esquema investigado pela CPMI do INSS envolve suspeitas de desvios de recursos públicos e o uso de pessoas jurídicas como camadas para movimentação de valores. A identificação dos pagamentos à galeria de arte aprofunda o escrutínio sobre a rede de empresas e operadores ligados ao banqueiro, ampliando o alcance das apurações em curso no
