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Operação da PF põe em xeque versão de Flávio Bolsonaro sobre relação com Vorcaro

Publicada em: 27/05/2026 06:12 -

 

O caso envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, o Banco Master e integrantes do governo do Rio de Janeiro ganhou novo peso político após a divulgação de informações que colocam em dúvida a versão apresentada pelo senador Flávio Bolsonaro sobre quando passou a se relacionar com o empresário.

Segundo a reportagem do G1, mencionada pelo jornalista Octávio Guedes, suspeitas sobre operações financeiras ligadas ao Banco Master já circulavam entre autoridades estaduais desde outubro de 2024 — cerca de dois meses antes de Flávio afirmar ter conhecido Vorcaro para buscar financiamento de um filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.

Entre os fatos citados:

  • Em 14 de outubro de 2024, a conselheira do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, Mariana Montebello, comunicou oficialmente ao governador Cláudio Castro suspeitas envolvendo operações relacionadas ao Banco Master.
  • O deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha também vinha fazendo alertas públicos na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro sobre investimentos ligados ao grupo financeiro.
  • O governo fluminense aparece, segundo as investigações, como o ente público que mais direcionou recursos ao grupo de Vorcaro entre os casos analisados.

Um dos principais pontos analisados envolve um aporte de R$ 100 milhões no fundo Texas IFA, administrado pelo Banco Master. O TCE-RJ classificou o investimento como excessivamente concentrado e de alto risco, apontando que 96,12% da carteira estava vinculada a ações da Ambipar.

De acordo com o tribunal, isso criava:

  • risco sistêmico;
  • dependência excessiva de um único grupo econômico;
  • vulnerabilidade dos recursos previdenciários do estado.

A investigação, até o momento, não aponta ligação direta entre os investimentos públicos e o pedido de financiamento do filme mencionado por Flávio Bolsonaro. Porém, a sequência temporal dos acontecimentos passou a ser usada por investigadores e críticos políticos para questionar a alegação do senador de que desconhecia o contexto envolvendo o Banco Master quando se aproximou de Vorcaro.

A cronologia dos fatos envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro contradiz a versão apresentada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre sua aproximação com o empresário. Segundo o jornalista Octávio Guedes, do G1, suspeitas de irregularidades envolvendo operações financeiras do grupo já eram conhecidas por autoridades do Rio de Janeiro meses antes de o parlamentar afirmar ter conhecido Vorcaro. Flávio Bolsonaro sustenta que só teve contato com o banqueiro em dezembro de 2024, quando buscou apoio para financiar um filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro. No entanto, documentos e manifestações públicas indicam que, desde outubro daquele ano, órgãos de controle e integrantes da cúpula política fluminense já discutiam possíveis irregularidades relacionadas ao Banco Master. Em 14 de outubro de 2024, a conselheira do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), Mariana Montebello, comunicou oficialmente ao governador Cláudio Castro (PL) suspeitas envolvendo operações financeiras ligadas ao banco. Na mesma época, denúncias sobre os investimentos também eram feitas na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro pelo deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha. De acordo com o g1, embora a investigação não estabeleça relação direta entre os aportes públicos e o pedido de financiamento feito por Flávio Bolsonaro, a sequência dos acontecimentos enfraquece o argumento do senador de que desconhecia o envolvimento de recursos públicos nas operações investigadas. A reportagem destaca ainda que o governo do Rio de Janeiro foi o ente federativo que mais direcionou recursos ao grupo de Vorcaro entre os casos analisados. Um dos episódios envolve um aporte de R$ 100 milhões no fundo Texas IFA, administrado pelo Banco Master. O Tribunal de Contas do Estado classificou o investimento como um “volume preocupante e concentrado de recursos” em um único banco. O órgão também alertou para a elevada concentração da carteira, que tinha 96,12% dos ativos vinculados a uma única ação, da empresa Ambipar. Segundo o TCE-RJ, a operação criava um cenário de “risco sistêmico” e de “dependência de um único grupo para a alocação de expressiva parcela de recursos previdenciários”.

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